Telecomunicações France Télécom pode ser julgada por onda de suicídios em 2008

France Télécom pode ser julgada por onda de suicídios em 2008

Mais de 30 funcionários da France Télécom cometeram suicídio entre 2008 e 2009. A Procuradoria de Paris quer agora que a empresa e o seu antigo CEO sejam julgados por assédio moral.
Negócios 07 de julho de 2016 às 15:51

A Procuradoria de Paris quer que a France Télécom (FT), a multinacional de telecomunicações agora conhecida como Orange, e o antigo CEO da empresa, Didier Lombard, sejam julgados por assédio moral, na sequência da onda de suicídios de trabalhadores que ocorreu entre 2008 e 2009, avança a Reuters.   

 

Lombard era o presidente da France Télécom quando mais de 30 funcionários cometeram suicídio, uma década após a privatização. As mortes foram atribuídas pelos sindicatos às recolocações forçadas e às metas de desempenho impossíveis de alcançar.

 

Duas fontes próximas da investigação e uma fonte judicial avançaram à Reuters que a Procuradoria de Paris recomendou aos magistrados que levem Lombard e a empresa a julgamento para enfrentarem acusações de assédio moral. Um juiz vai agora decidir se segue o conselho do Ministério Público ou ignora o caso.

 

Lombard, que negou qualquer irregularidade durante as investigações, abandonou o cargo de CEO da Orange no início de 2010. Se for condenado poderá enfrentar uma pena de prisão até um ano e uma multa até 15 mil euros.

 

Em Fevereiro de 2010, as autoridades informaram que a France Télécom ignorou as advertências dos médicos sobre a saúde mental de alguns funcionários.

 

O relatório, a que a Reuters teve acesso, concluiu que um plano de reestruturação que visava reduzir o número de funcionários em 22.000 e recolocar outros 10.000 tinha tido um "efeito patológico" na moral do pessoal. A empresa contava com mais de 100 mil funcionários.

 

A France Télécom respondeu, na altura, que a taxa de suicídios não era maior do que na população geral.

 

 




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