PT SGPS garante que não vai pagar bónus diferidos a Bava e a Granadeiro
A PT SGPS não vai pagar os bónus diferidos a Zeinal Bava, Henrique Granadeiro e Luís Pacheco de Melo e garante que a lei está do seu lado. O valor relativo a esses pagamentos foi desprovisionado das contas da empresa.
A PT SGPS não vai pagar os prémios diferidos a Zeinal Bava (ex-presidente de PT ), Henrique Granadeiro (ex-líder da PT SGPS) e a Luís Pacheco de Melo (ex-administrador financeiro da Oi). A garantia foi dada por Rafael Mora, administrador da PT e da Oi.
Os valores relativos a estes pagamentos foram mesmo desprovisionados das contas da empresa, divulgadas esta quinta-feira, 30 de Abril.
A rubrica de custos com pessoal registou valores negativos de 5,8 milhões de euros e já não inclui a provisão de 15,3 milhões de euros para remunerações variáveis, como os prémios extraordinários.
O administrador da PT explica que o parecer jurídico que a PT SGPS pediu conclui que é mais prudente anular estas remunerações. "Se alguém nos quiser pôr em tribunal que ponha", adianta Rafael Mora sublinhando que a legislação está do lado da PT SGPS.
Os administradores da PT tinham direito a uma remuneração fica e outra variável. Este último, o pagamento do vencimento variável, é diferido por três anos devido a razões tributárias. Os gestores tinham também direito a prémios extraordinários.
Segundo o Expresso Zeinal Bava não exclui a possibilidade de avançar para tribunal para receber o montante em causa que devem rondar os 2 milhões de euros.