Telefone fixo: Meo contínua líder mas regista a quota mais baixa desde o início da liberalização
O número de acessos de telefone fixo aumentou 1,2% para 4,6 milhões no final do ano passado. A Meo continua a ser líder mas registou pela primeira vez uma quota de clientes inferior a 50% desde a liberalização do sector.
No final do ano passado havia 4,6 milhões de acessos de telefone fixo, um aumento de 1,2% face a 2013, de acordo com os dados divulgados esta quarta-feira, 18 de Março, pelo regulador do sector (Anacom).
A taxa de penetração dos acessos telefónicos principais atingiu 43,9 acessos por 100 habitantes, o valor mais elevado registado desde que são recolhidas estas estatísticas (2006).
O número de clientes do serviço telefónico fixo na modalidade de acesso directo era cerca de 3,7 milhões (+1,8%), um aumento "associado à crescente popularidade das ofertas em pacote", segundo o regulador.
Ao contrário do mercado residencial, o número de postos públicos instalados diminuiu no último trimestre do ano passado para 22 mil (-1,3% face ao trimestre anterior e -0,7% face ao trimestre homólogo).
No que toca ao número de clientes por operador o Meo ocupa a liderança com 49,8%. O que representa uma queda de 1,7 pontos percentuais. "Trata-se do valor mais baixo registado desde o início da liberalização e pela primeira vez abaixo dos 50%", como refere a Anacom. A Nos tinha 35% dos clientes, menos um ponto percentual que no período homólogo, e a Vodafone, que foi o operador que mais cresceu em 2014 (3,4 pontos) atingiu uma quota de 9,6%.
O Grupo Altice, dono da Cabovisão, tinha 5,5% dos clientes, menos 0,6 pontos do que no ano anterior.
No final do quarto trimestre de 2014, o total de receitas provenientes do serviço de telefone fixo (e dos pacotes que integram este serviço) ascendia a cerca de 1,5 mil milhões de euros, valor superior em 5,2% face a 2013.
Quanto à média da mensalidade paga pelos clientes residenciais de acordo com o Barómetro de Telecomunicações da Marktest era de 13,3 euros, uma diminuição de 8,9%.