Brisa garante que obras na A1 serão concluídas na primeira semana de março
O administrador da Brisa Manuel Melo Ramos adiantou esta quarta-feira, numa visita às obras na Autoestrada do Norte (A1), que ruiu na zona de Coimbra com o rebentamento de um dique no Mondego, que as obras estarão concluídas totalmente até ao final da primeira semana de março, "com a reposição das condições normais de circulação na A1".
O responsável adiantou ainda que o grupo já apresentou uma proposta às autoridades no sentido de que em breve passe a ser possível cicrular naquele troço nos dois sentidos, ainda que utilizando apenas metade da autoestrada.
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“Começámos desde cedo a trabalhar num cenário que permitia utilizar a plataforma sul-norte para ali fazer circular o tráfego. Fizemos essa proposta, que está nas autoridades competentes para análise, pelo que acreditamos que nos próximos dias estamos em condições de ter o tráfego a circular na prataforma Sul-Norte, naturalmente de forma condicionada ", disse, explicando que será possível circular "em meia autoestrada nos dois sentidos".
A decisão, disse ainda, "em primeira instância carece de uma vistoria por parte dessas autoridades e da realização dos testes que considerarem necessários, e depois de uma decisão final que em conjunto connosco acreditamos que será tomada nos próximos dias". A proposta apresentada pela concessionária depende da decisão favorável do IMT e parecer técnico do Laboratório Nacional de Engenharia Civil.
Questionado sobre a possibilidade de a Brisa vir a requerer uma indemnização ao Estado por não garantir a segurança da autoestrada, o administrador da Brisa disse que "não está na nossa agenda". "A Brisa Concessão Rodoviária investe mais de 60 milhões de euros por ano na manutenção das suas infraestruturas e ainda há dois anos concluímos aqui uma obra de reabilitação deste viaduto sobre o Mondego que custou quase 5 milhões de euros", frisou, acrescentando que "o valor desta obra seguramente ficará abaixo desses 5 milhões de euros". "Não é algo que esteja na agenda, não creio", disse.
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Manuel Melo Ramos garantiu ainda que "a estrutura do viaduto está intacta e não sofreu qualquer dano", explicando que "a autoestrada também não teria sofrido qualquer dano se o rebentamento do dique tivesse ocorrido em qualquer outro sítio que não precisamente debaixo do viaduto, como veio a acontecer".
Ou seja, explicou, "foi o facto de ter rebentado precisamente por baixo do viaduto que causou um jato de água fortíssimo, transversal ao muro de proteção do aterro, de tal maneira forte que levaram à ruptura do muro que protegia o aterro".
Sobre a forma como no futuro o mesmo local pode ficar mais seguro em situações de cheia, o gestor afirmou "fazer sentido em tempo oportuno sentarmo-nos com a Agência Portuguesa do Ambiente e percebermos em conjunto como é que poderemos assegurar que toda esta infraestrutura fica mais protegida".
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Em comunicado, a concessionária explicou que para reduzir entre uma a duas semanas o prazo inicialmente previsto de conclusão da intervenção e minimizar o impacto para os utilizadores da A1, "decidiu adjudicar ao empreiteiro já presente em obra a fase subsequente - reparação do aterro e pavimentação da faixa Norte–Sul -, cujos trabalhos se iniciaram hoje". E realçou que em menos de uma semana foram concluídos os trabalhos de enrocamento exterior do aterro e de estabilização da laje de transição da faixa Sul–Norte.
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