Compra de combustível à Venezuela? Dinheiro entra nas contas dos EUA
Os Estados Unidos da América (EUA) tomaram de assalto de um maiores ativos da Venezuela. Meses depois das forças militares entrarem no país e capturarem o então presidente Nicolás Maduro, a Administração de Donald Trump tem vindo a informar várias empresas que os pagamentos pelo combustível da Venezuela tem de ser feito ao Departamento do Tesouro dos EUA. Em específico, os EUA assumiram o controlo do querosene – combustível usado nos motores a jato dos aviões e nas embarcações – venezuelano.
A informação está a ser avançada pelo jornal espanhol El Economista, que cita um comunicado de Caracas, com a data de 28 de maio. Na carta, o responsável de vendas da Petróleos de Venezuela (PDVSA) informa os clientes que o pagamento pelo fornecimento de combustível deve ser dirigido para as contas da economia dos EUA.
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Além dos dados bancários específicos para a transferência das dívidas correspondentes, a notificação inclui ainda um documento do Tesouro dos Estados Unidos que explica “as coordenadas bancárias para pagamentos por transferência relativos ao consumo de combustíveis do tipo JET A1, MGO e IFO 380”. No primeiro caso, trata-se do querosene utilizado na aviação comercial e, nos outros dois, do combustível destinado a navios.
Esta atuação significa que os EUA estão a mostrar um controlo mais direto sobre a economia do país sul-americano, nomeadamente em termos de comercialização, gestão financeira e, acima de tudo, do controlo operacional do petróleo, um dos maiores ativos do país atualmente liderado por Delcy Rodríguez.
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Esta é também outra forma de controlo por parte dos Estados Unidos. Assim, a administração de Donald Trump consegue decidir a quantidade de petróleo que sai da Venezuela, qual o comprador e para que refinarias se dirige posteriormente.
Desde que assumiu o Governo, Delcy Rodríguez aludiu a um "novo momento político" na Venezuela e tem impulsionado várias reformas, incluindo uma abertura do setor de hidrocarbonetos ao investimento estrangeiro.
De recordar que depois da operação militar, Washington bloqueou a saída de vários petroleiros que estavam já no Mar do Caribe. Isto permitiu o regresso de empresas norte-americanas ao país. A Chevron, por exemplo, recebeu uma nova licença para reconstruir e operar toda a infraestrutura energética, sob condições ditadas pela Administração Trump.
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Já a Repsol deverá triplicar a sua produção de petróleo bruto na Venezuela. A petrolífera terá, de acordo com o El Economista, assinado um acordo com o Ministério de Hidrocarbonetos da Venezuela e com a PSVSA, onde 40% da produção da Petroquiriquire será agora assegurado por si.
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