Crédito à habitação cresce em abril ao ritmo mais rápido dos últimos 23 anos
O montante total de crédito concedido para a compra de casa pelas famílias teve em abril — o segundo mês de guerra no Médio Oriente — o maior crescimento anual desde fevereiro de 2003, ao somar 10,7%. Face a março, a subida é de 1,021 mil milhões de euros para um “stock” total de 114,6 mil milhões de euros, revelam os dados divulgados nesta segunda-feira pelo Banco de Portugal (BdP).
Assim, pelo segundo mês consecutivo, os empréstimos para comprar casa registaram o maior avanço dos últimos 23 anos. Recorde-se que o ano de 2003 foi um ponto de viragem nas bolsas, com o fim do “bear market” que se arrastava desde o estoiro da bolha das dotcom em 2000.
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Por comparação, no conjunto da Zona Euro, os empréstimos para habitação cresceram, em termos anuais, 2,9%, pelo que a taxa de variação anual dos empréstimos para a habitação em Portugal está acima da taxa média do bloco da moeda única desde agosto de 2024. Por país, apenas a Bulgária, a Croácia e a Lituânia apresentaram valores acima dos registados em Portugal.
Tal como para a compra de casa, o montante de empréstimos ao consumo e outros fins também cresceu, com um aumento de 216 milhões de euros em abril, totalizando 34,9 mil milhões de euros. A taxa de variação anual aumentou para 9,3%.
A taxa de variação anual nos empréstimos para outros fins cresceu para 9,2% e nos empréstimos ao consumo subiu para 9,3% — a taxa mais elevada desde fevereiro de 2020, quando a pandemia de covid-19 começava a fazer-se sentir na Europa.
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No caso das empresas, no fim de abril o “stock” de empréstimos concedidos pelos bancos atingiu 76 mil milhões de euros, mais 301 milhões do que no final de março, indica o supervisor da banca nacional.
Em comparação com os números do ano passado, o crescimento é de 6,2%, acima dos 5,7% registados em março. Trata-se da “taxa de variação mais elevada desde maio de 2021, quando vigoravam linhas de apoio no âmbito da pandemia de covid-19”, salienta o Banco de Portugal.
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O dinheiro emprestado pelos bancos às micro e pequenas empresas explica grande parte desta subida, com aumentos homólogos respetivos de 13,2% e de 8,5%. No caso das médias empresas manteve-se o aumento de 0,7%, ao passo que as grandes empresas tiveram uma variação anual negativa de 0,1%.
Por setores, o supervisor aponta que o crédito ao setor da construção e atividades imobiliárias continuou a acelerar, atingindo uma subida anual de 12,1% (11,6% em março). Já no comércio, transportes e alojamento, a taxa de variação anual aumentou para 5,8% (5% em março), tendo o crédito ao alojamento e restauração crescido 5,6% enquanto no comércio a subida foi de 8,1%. No setor dos transportes e armazenagem diminuiu 0,6%.
O setor das indústrias e eletricidade apresentou uma taxa de variação anual positiva de 1,6%, após um crescimento de 0,9% em março.
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(Notícia em atualização)
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