Conselho de Prevenção da Corrupção realça importância estratégica da TAP
A TAP deve reforçar os mecanismos de salvaguarda do interesse estratégico da empresa, avisa o Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC).
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A recomendação está expressa num comunicado enviado às redacções minutos depois de uma audição que decorreu esta manhã com Fernando Pinto, o presidente da transportadora aérea. Um encontro em que o organismo liderado pelo presidente do Tribunal de Contas Guilherme d’Oliveira Martins quis inteirar-se "sobre a efectiva aplicação do Plano de Prevenção de Riscos da empresa".
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O CPC afirma que decidiu, após essa audição, "recomendar ao Governo o reforço de mecanismos de salvaguarda do interesse estratégico da empresa, com respeito pelas regras internacionais, nomeadamente, da concorrência".
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Numa altura em que a privatização da TAP voltou a estar em cima da mesa, e "dada a sua importância estratégica, o CPC, na linha da sua anterior Recomendação de 14 de Setembro de 2011 sobre a prevenção de riscos associados aos processos de privatizações, salientou a necessidade de se reforçar as medidas de prevenção com vista à salvaguarda da qualidade da empresa e dos seus activos", pode ler-se no comunicado.
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O Governo reabriu há uma semana o processo de venda da TAP, prevendo a alienação para já de 66% do capital. O Ministro da Economia, António Pires de Lima, afirmou na altura que o executivo já tinha recebido "mais de três manifestações de interesse" para adquirir a companhia.
Um dos interessados é o empresário português Miguel Pais do Amaral, em conjunto com o norte-americano Frank Lorenzo. Na corrida estará também a Globalia, dona da Air Europa. O investidor
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David Neelman, que já foi o maior accionista da companhia norte-americana Jet Blue e agora controla a brasileira Azul, também mostrou interesse na compra da TAP Manutenção & Engenharia Brasil.
O Governo prevê que a privatização da TAP avance já no primeiro semestre de 2015.
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