ANA entrega estudo de impacto ambiental do novo aeroporto ao Governo

A concessionária diz que o estudo resulta de um trabalho desenvolvido ao longo de um ano, que incide sobre recursos hídricos, ruído, sistemas ecológicos, qualidade do ar e saúde das populações.
São quatro os estudos intercalares para o novo aeroporto que a ANA tem que entregar ao Governo.
Bruno Colaço
Maria João Babo 16 de Janeiro de 2026 às 20:55

A ANA e a Vinci Airports entregaram esta sexta-feira ao Governo o estudo de impacto ambiental - fase 1 do novo aeroporto Luís de Camões, "nos termos dos prazos definidos pelo concedente e contrato de concessão", que terminariam este sábado. O documento não foi, contudo, divulgado.

“Este estudo resulta de um trabalho aprofundado, desenvolvido ao longo de um ano por mais de 60 técnicos altamente especializados, e que incide sobre as diversas temáticas ambientais, como recursos hídricos, ruído, sistemas ecológicos, qualidade do ar e saúde das populações”, diz a concessionária dos aeroportos nacionais, que acrescenta que “para além do trabalho de campo foram, ainda, consultadas entidades públicas e privadas.

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Depois de em julho a ANA ter concluído o relatório de consultas, o primeiro dos quatro relatórios intercalares, a entrega do relatório ambiental em janeiro era o marco seguinte, num processo que culminará em janeiro de 2028 com a apresentação ao Governo da candidatura completa ao novo aeroporto de Lisboa.

Em 2026, além do estudo de impacte ambiental, a concessionária tem ainda em meados do ano de fazer chegar ao Executivo o relatório técnico, que incluirá uma proposta de planeamento, da calendarização da construção, da estrutura de subcontratação e um orçamento para a obra.

Já para janeiro de 2027 está prevista a entrega do relatório financeiro, que inclua a solução de financiamento proposta e a confirmação da disponibilidade das instituições financiadoras para apoiar a construção do novo aeroporto.

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No relatório inicial que entregou ao Governo em janeiro de 2025, a ANA estimou em 8,5 mil milhões de euros o custo de construção da futura infraestrutura, reclamando, para a financiar, o prolongamento do prazo da concessão em 30 anos - para um total de 80 -, assim como um aumento das taxas no Humberto Delgado. Propostas que o Governo não gostou e que irá negociar. 

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