Guerra no Golfo "não impacta oferta que vamos fazer" pela TAP, garante Air France-KLM

Benjamin Smith diz que vai fazer "uma oferta forte" pela companhia portuguesa. Mesmo com um aumento na fatura do combustível, a guerra do Médio Oriente não vai ter impacto na proposta financeira.
O CEO da Air France-KLM está confiante na proposta que vai fazer para comprar a TAP.
Air France-KLM
Inês Pinto Miguel 11:22

A Air France-KLM, um dos dois concorrentes na privatização da TAP, admite que vai fazer "uma oferta forte" e que a guerra no Médio Oriente não vai impactar o preço oferecido. 

O grupo franco-neerlandês liderado por Benjamin Smith garante ainda que a redução do número de candidatos, após a desistência da IAG, é um efeito positivo no processo e que lhe dá uma margem extra na apresentação, mesmo que a Lufthansa se mantenha na corrida. 

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"Vamos fazer uma oferta forte", disse Benjamin Smith na conferência de analistas, após a apresentação de resultados, em que foram registados prejuízos de 287 milhões de euros e reconhecido um maior impacto nos custos dos combustíveis. "Passar de três concorrentes para dois é um efeito positivo", reconheceu.

Questionado sobre o impacto da guerra do Médio Oriente, que vai fazer aumentar a fatura a pagar pelo jet fuel, no preço a pagar pela companhia aérea portuguesa, o CEO afirma que não existe. "Não vemos alterações que impactem a oferta que vamos fazer. Pelo menos neste momento", sublinhou o gestor.

O Governo português aprovou, na semana passada, a passagem dos dois concorrentes à fase das ofertas vinculativas, admitindo que tinham apresentado planos industriais "muito próximos, equivalentes, ambiciosos e muito alinhados com os requisitos do caderno de encargos". Mesmo na dimensão financeira, o ministro das Infraestruturas disse que estas "estão muito equivalentes". 

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Agora, "o será absolutamente central" nas propostas vinculativas. Com a avaliação da EY e do Banco Finantia a serem desconhecida para o público, que dá um valor à TAP, os dois concorrentes vão ter acesso às diligências, onde vão conseguir estudar toda a documentação financeira da empresa, de forma a conseguirem dar um valor aos 44,9% que estão à venda.

A fase das propostas vinculativas vai terminar no fim de julho, com o Governo a instar a Parpública a trabalhar durante agosto, de forma a que o Estado português ganhe um parceiro privado em setembro ou início de outubro.

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