"Não há risco de Lisboa ser esvaziada" com privatização da TAP

O secretário de Estado das Infraestruturas diz que a manutenção da operação da TAP nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro sempre foi uma condição para o negócio se realizar. Sobre o encaixe financeiro, ou perda que o Estado terá de encaixar, Hugo Espírito Santo não se comprometeu.
Hugo Espírito Santo recordou os deputados que a manutenção da operação nos aeroportos nacionais era obrigatória.
Pedro Catarino
Inês Pinto Miguel 18 de Março de 2026 às 14:57

O secretário de Estado das Infraestruturas recorda que o Governo estabeleceu como prioridade, ainda no caderno de encargos, o reforço das operações nos três aeroportos situados em Portugal continental, bem como a manutenção do "hub" em Lisboa, que nunca ficará sem a companhia de bandeira. O Governo foi questionado durante a manhã sobre as últimas declarações do primeiro-ministro aquando da celebração dos 80 anos, que assegurou que a privatização da companhia aérea TAP não avançava se a manutenção das rotas não fosse conservada.

"O reforço das operações foi uma das condições que estava inscrita no caderno de encargos" do processo de venda de 49,9% da TAP, sustentou Hugo Espírito Santo na audição regimental à equipa do Ministério das Infraestruturas e Habitação, assegurando que não entendia a dúvida dos deputados em relação às palavras de Luís Montenegro.

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"Qualquer grupo estaria interessado nos três aeroportos", vincou o governante, acrescentando que o Estado português continuará a ser "sócio maioritário e a ter uma voz ativa na estratégia da TAP, pelo que não há risco de Lisboa ser esvaziada", em resposta à pergunta sobre que garantias concretas o Governo tinha pedido aos interessados pela companhia portuguesa.

A tutela das Infraestruturas foi ainda questionada sobre o valor de venda da companhia e a sua avaliação, nomeadamente quanto dinheiro o Estado vai perder com a privatização. O secretário de Estado das Infraestruturas manteve o silêncio e disse que o Governo continua sem comentar valores em torno do processo.

De recordar que o primeiro-ministro deixou claro, durante a visita ao aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, que "não haverá privatização se não garantirmos que os nossos aeroportos terão a potencialidade, ao nível da companhia, que merecem e que se exige à luz do interesse estratégico do país", sendo que se trata de "uma exigência que o Estado português não vai abdicar".

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