PCP acusa Governo de querer pôr a TAP nas "asas dos alemães" e "desmantelar o país"
O secretário-geral do PCP acusou hoje o Governo de querer colocar a TAP "nas asas dos alemães" e "desmantelar o país às fatias", depois de já ter entregado a energia, telecomunicações dos aeroportos e banca a privados.
"O país tem a energia nas mãos de investimentos chineses, tem as telecomunicações dos aeroportos entregues a investimentos franceses, tem a banca às ordens dos espanhóis, tem o cimento nas mãos de financiamento turco e, agora, querem pôr a TAP nas asas dos investimentos alemães", acusou Paulo Raimundo no comício do 102.º aniversário do PCP que decorreu numa escola, no Porto.
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Na sua opinião, este é o caminho de "desmantelamento do país retalhado às fatias". E acrescentou: "parece as Nações Unidas a distribuir para todos, menos para o nosso povo e país".
Perante uma sala cheia, o comunista referiu que se multiplicam os pedidos de esclarecimentos e acusações, mas naquilo que é decisivo estão todos de acordo - que é avançar e acelerar a privatização da TAP. "É este o objetivo central dos grupos económicos, é este o caminho da IL e do PSD, é este o plano que está a ser executado pelo PS", disse.
Para Paulo Raimundo, o Governo de António Costa quer virar a página, mas manter o guião, ou seja, evitar responsabilidades políticas da "desastrosa" gestão dos 20 anos a esta parte.
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Já no sábado, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, manifestou a convicção de que a privatização da TAP terá interessados, um processo que deseja que tenha um desfecho "no mais curto lapso de tempo possível".
Em Gondomar, no distrito do Porto, à margem do Congresso Extraordinário da Liga dos Bombeiros Portugueses, Marcelo Rebelo de Sousa disse que "o processo de privatização da TAP é muito importante", lamentando que a pandemia da doença covid-19 não tenha permitido fechá-lo em 2020, razão pela qual deseja vê-lo fechado com rapidez.
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