TAP "não aceita que haja um processo contra a própria companhia" por parte da ex-CEO

O processo de Christine Ourmières-Widener contra a TAP vai continuar em tribunal. O CEO da companhia aérea rejeita acordo e admite que a própria transportadora não aceita ser processada.
O CEO da TAP admite que processo de Christine vai ter resposta em tribunal.
Miguel A. Lopes / Lusa
Inês Pinto Miguel 17:06

A TAP não vai chegar a acordo com a ex-CEO Christine Ourmières-Widener. Esta é a palavra do atual CEO da companhia aérea, Luís Rodrigues, que assegura que o processo vai continuar para tribunal. 

"A companhia aérea não fez mal nenhum à senhora engenheira Widener. Portanto, não aceita que haja um processo contra a própria companhia e é contra isso que vamos continuar a lutar", explicou Luís Rodrigues ao jornalistas, à margem da BTL. 

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O CEO da TAP foi questionado sobre a possibilidade de chegar a um acordo com a sua antecessora antes de o julgamento, que está há três anos na justiça portuguesa, arrancar. A resposta foi não. 

A ex-CEO, atualmente na ZeroAvia, deu recentemente uma entrevista ao Observador, onde admitiu que ainda espera chegar a acordo com a TAP, caso a empresa esteja disponível. Christine Ourmières-Widener continua a defender que foi "usada como escudo político" para evitar a queda do Governo - que acabou por acontecer - no âmbito da indemnização milionária à ex-administradora Alexandra Reis. 

Ourmières-Widener pede agora uma indemnização de 5,9 milhões de euros, por considerar que foi despedida injusta e ilegalmente. "Encontrar um acordo e deixar as pessoas seguir em frente seria, para mim, a melhor conclusão para todos", atirando para a TAP - "cabe à TAP clarificar a sua posição" - a decisão de ainda não existir um acordo.

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A resposta chega agora pela voz do CEO, que afirmou que o processo vai continuar nas mãos da justiça.

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