Aviação Airbus em posição de voltar a ser a maior fabricante em 2019

Airbus em posição de voltar a ser a maior fabricante em 2019

A fabricante de aviões norte-americana registou uma quebra de 37% nas entregas de aeronaves no primeiro semestre por causa da crise do 737 Max, enquanto a sua rival europeia teve um aumento de 28%.
Airbus em posição de voltar a ser a maior fabricante em 2019
Airbus
Maria João Babo 10 de julho de 2019 às 22:00
A Boeing arrisca-se a perder este ano o título de maior fabricante de aviões do mundo para a Airbus, o que acontecerá pela primeira vez desde 2011. A empresa norte-americana anunciou uma queda de 37% nas entregas de aeronaves a companhias aéreas no primeiro semestre deste ano em consequência dos problemas com o seu modelo 737 Max, suspensas em março depois de dois acidentes fatais.

As entregas da Boeing no primeiro semestre ficaram-se pelas 239 aeronaves, menos do que as reportadas pela sua concorrente Airbus, que anunciou ter entregado no primeiro semestre 389 aviões. Um número que para a fabricante europeia significa um aumento de 28% face ao mesmo período do ano anterior.

A queda das entregas da Boeing foi ainda mais acentuada no segundo trimestre, atingindo os 54%: 90 aviões contra 194 entregues no mesmo período de 2018.

Já a Airbus entregou no segundo trimestre 227 aeronaves. Fontes do setor aeronáutico citadas por publicações internacionais consideram que a fabricante europeia terá uma meta de produção para o segundo semestre deste ano mais ambiciosa, com cerca de 500 aviões para entregar entre julho e dezembro, de forma a cumprir a meta anual definida de 880-890 aviões.

Já a meta que a Boeing tinha previsto era de entregar 915 aviões este ano. No mês passado, à Reuters, uma analista do setor afirmava esperar da Boeing zero entregas no segundo e terceiro trimestres.

A mesma agência de notícias salientou que foi identificado no mês passado um novo problema com o modelo Max, o que veio atrasar ainda mais a entrada em operação da aeronave pelo menos até ao final de setembro. Alguns analistas não acreditam sequer que aeronave volte a ser entregue a clientes antes do final do ano.

Há poucos dias a fabricante norte-americana perdeu um contrato de 5,3 mil milhões de euros para a sua concorrente europeia, com a decisão da Flyadeal, uma companhia aérea "low-cost" saudita, de cancelar uma intenção de compra de 20 aviões do modelo 737 Max à construtora aeronáutica norte-americana, e substituí-los pela aquisição de modelos A320 da Airbus.

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Concorrentes em momentos diferentes

três meses sem novos pedidos do modelo max
A Boeing suspendeu em março as entregas do seu modelo Max, na sequência de um acidente com um avião da Ethiopian Airlines, cinco meses depois de um outro desastre com a Lion Air. Antes da crise, a fabricante norte-americana estava a entregar cerca de 50 aviões por mês no primeiro trimestre deste ano, mas a produção acabou por cair para 30 no segundo trimestre. As entregas da fabricante norte-americana registaram uma forte quebra, sendo que junho foi o terceiro mês consecutivo em que a Boeing não registou novos pedidos do seu modelo Max.


airbus tem objetivo de entregar 880 aviões este ano
Os números apresentados pela Airbus da primeira metade do ano são justificados, por especialistas no setor citados em publicações internacionais, pelo impulso dado pelo A220. A meta da fabricante europeia é entregar pelo menos 880 aeronaves este ano, depois de em 2018 ter atingido um novo recorde ao entregar um total de 800 aviões comerciais a 93 clientes. Com os dados dos primeiros seis meses, e a continuação dos problemas na Boeing, o mercado não tem dúvidas de que a Airbus recuperará este ano a posição como maior fabricante de aviões comerciais do mundo.




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