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Dona da Iberia vê lucro subir para 3,3 mil milhões em vésperas de tentar comprar a TAP

O grupo de aviação IAG viu o lucro líquido crescer 22% em 2025, à boleia do último trimestre. A Vueling foi a companhia que menos cresceu ao longo do ano passado, embora o CEO destaque o desempenho positivo do grupo como um todo.

DR
09:18

O grupo IAG, dono de companhias como a Iberia e British Airways, revelou lucros de 3.342 milhões de euros em 2025, mais 22,3% do que os ganhos do ano anterior e acima das expectativas. Trata-se, segundo o CEO Luis Gallego, de uma "performance financeira recorde". 

A dona da Iberia viu as receitas decrescerem 0,8% nos últimos três meses do ano, até aos 7.979 milhões de euros, o que pressionou o crescimento na totalidade do ano. O IAG terminou 2025 com receitas de 33,2 mil milhões de euros, um aumento de 3,5% face aos 32,1 mil milhões que tinham sido registados em 2024. Por sua vez, os lucros operacionais aumentaram 13,7% no último trimestre até 1.093 milhões de euros, acrescentando peso na totalidade do ano, uma vez que este indicador subiu 17,3% para 5.024 milhões, o que permitiu aumentar a margem de rentabilidade para 15,1%

Já o lucro líquido deu um salto de 63% para 639 milhões entre outubro e dezembro de 2025, contribuindo para o crescimento da totalidade do ano. Foram mais 610 milhões de euros face a 2024, ou um aumento de 22,3%, até aos 3,3 mil milhões de euros.

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O grupo de aviação que está interessado na TAP viu o lucro líquido subir para 3,3 mil milhões de euros em 2025.

"Foi mais um ano de desempenho excecional em 2025, proporcionando melhorias contínuas aos nossos clientes no desempenho pontual e na satisfação", destaca Luis Gallego no comunicado dos resultados. O grupo anglo-espanhol, que está na corrida para comprar a TAP no processo de privatização que fecha este ano, aponta que o "desempenho operacional está a traduzir-se em resultados financeiros de classe mundial, com margens excecionais e um retorno sobre o capital superior".

"Estamos confiantes ao olhar para o futuro, com uma dinâmica de mercado atraente, crescimento a longo prazo e um plano claro para alavancar o nosso modelo de negócio e concretizar a nossa estratégia. Quero agradecer a todos os nossos colaboradores da IAG pelo seu trabalho árduo e dedicação, e estou ansioso por um ano de mais sucesso em 2026", sustenta o CEO.

Luis Gallego adianta ainda que o grupo aumentou o dividendo por ação em 8,9%, destacando "um retorno adicional de caixa excedente de 1,5 mil milhões de euros". 

A dívida líquida diminuiu. O grupo de aviação viu a dívida descer até aos 5.948 milhões de euros em 2025, face aos 7.517 milhões de euros que tinha registado no ano anterior.

Atlântico Norte e Europa do Norte preocupam

O grupo está empenhado em crescer a sua atuação no mercado americano, a um nível transversal, embora admita alguma preocupação com o Atlântico Norte. "Servimos a América do Norte 136 vezes por dia em 34 destinos. O mercado é servido pela Aer Lingus, British Airways, Iberia e Level. O Atlântico Norte é um mercado mais maduro e é esperado que cresça a um ritmo baixo de um digito único a médio termo", aponta a empresa em comunicado. 

Apesar de uma capacidade estável ao longo do ano para os EUA e Canadá, com foco no segmento "premium", a concorrência está a crescer, o que justifica a preocupação. "O crescimento da concorrência na Espanha e na Irlanda proveniente da América do Norte tem sido significativo, portanto, a capacidade de implantar aeronaves eficientes é estrategicamente importante".

O Atlântico Sul será a aposta segura, para onde o IAG faz 54 voos diários. "O Atlântico Sul está a registar um crescimento estruturalmente mais elevado e espera-se que cresça a um ritmo médio de um dígito a médio prazo", aponta o grupo de aviação, explicando que a Iberia aumentou as frequências no ano passado, o que lhe permitiu crescer 4,4%.

Já o mercado europeu representa 34% da capacidade total da IAG e é servido por todas as companhias que compõem o grupo. "Temos observado um bom desempenho no nosso mercado principal, Espanha, mas a procura no Norte da Europa tem sido mais fraca, agravada pelos custos mais elevados da operação nesses mercados". 

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