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Governo confirma que proposta do Estado para ajudar a TAP foi chumbada

O ministro das Infraestruturas confirmou no Parlamento que a proposta de ajuda à TAP não conseguiu os oito votos a favor no conselho de administração para ser aprovada. Pedro Nuno Santos admite fazer "uma intervenção mais assertiva se o privado continuar a não aceitar as condições do Estado".

Maria João Babo mbabo@negocios.pt 30 de Junho de 2020 às 11:37
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O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, adiantou esta terça-feira no Parlamento que a proposta apresentada pelo Estado à TAP foi chumbada ontem na reunião do conselho de administração, já que teriam de ter sido conseguidos oito votos a favor.

 

"Precisamos de oito votos a favor para passar. Foi chumbada. Agora há um conjunto diverso de notícias", disse o responsável, não confirmando a notícia avançada pelo Expresso de que a companhia irá ser nacionalizada devido à falta de entendimento com o acionista privado.

 

Pedro Nuno Santos disse que o Estado ainda "vai submeter a proposta ao nosso sócio privado, espero que seja aceite", apelando a uma "saída acordada que garanta paz à TAP e evite litígio futuro".

 

Ainda assim, disse, "estamos preparados para tudo". "Não vamos ceder nas nossas condições e estamos preparados para intervencionar e salvar empresa".

"Faremos uma intervenção mais assertiva se o privado continuar a não aceitar as condições do Estado", garantiu.

 

O ministro recusou que em causa esteja um braço de ferro com o acionista privado, mas sim "a atitude intransigente que o Estado tem adotado na defesa do interesse público".

 

"Fizemos uma proposta com condições que defendem o país e o povo português. Estamos disponíveis a salvar a empresa mas assegurando condições mínimas e razoáveis", afirmou, dando como exemplos a conversão de créditos e o controlo sobre as decisões relativamente à utilização do montante injetado.

 

"Estas são as nossas condições para meter 1.200 milhões de euros. Aceitam, vamos trabalhar em conjunto, não aceitam, acabou", disse.

Pedro Nuno Santos considerou ainda "um desplante" as declarações do presidente executivo da TAP, Antonoaldo Neves, na semana passada no Parlamento.  

 

"No mínimo é só ridículo, alguém, quando está a pedir 1.500 milhões de euros - que foi o pedido - vir dizer que até temos disponibilidade para o Estado, se quiser, ter alguém na comissão executiva. Nós damo-nos ao respeito, e que não passe pela cabeça humilhar o Estado português", frisou.

 

"O Estado não tinha que pedir um lugar a ninguém. Está a ser preparada uma intervenção de 1.200 milhões de euros. E não há um cêntimo do privado que elegeu quem cá esteve na semana passada. Quem mete é o Estado", apontou.

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