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Michael O’Leary enriquece com campanha de charme da Ryanair

Para o CEO da Ryanair ser simpático rende, ele que em diversas ocasiões escandalizou a opinião pública com os seus comentários ou atitudes. A fortuna do empresário tem vindo crescer graças à operação de charme conduzida desde 2014 pela companhia aérea.

Inês F. Alves inesalves@negocios.pt 05 de Novembro de 2015 às 19:30
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O bilionário irlandês, que no passado chamou aos passageiros que se esquecem de imprimir o cartão de embarque "idiotas" e que acha que os receios em torno das mudanças climáticas são "tretas", ficou quase 500 milhões de dólares mais rico (cerca de 458 milhões de euros) desde que a Ryanair embarcou numa ofensiva de charme em 2014, noticia a Bloomberg esta quinta-feira, 5 de Novembro.

A companhia aérea low-cost iniciou um esforço concertado para melhorar o serviço ao consumidor a partir do final de 2013, escreve a agência, depois de ter sido afectada por uma onda de má publicidade após cobrar cerca de 160 libras (226 euros) pela mudança de voo a um cirurgião depois de este ficar a saber que perdera toda a família num incêndio.

O’Leary desculpou-se mais tarde pelo caso e o médico foi reembolsado na totalidade. Depois, pressionada pela concorrência, nomeadamente pela Easyjet, a companhia aérea contratou um "guru do marketing", escreve a Bloomberg, instruiu os seus funcionários a serem mais prestáveis e abandonou práticas que afastavam os clientes, como taxar as bagagens ou sentar as pessoas aleatoriamente no avião.

Desde a adopção do plano, denominado "sempre a melhorar", a Ryanair tem conseguido aumentar consistentemente o número de passageiros transportados.

No ano passado, a empresa aumentou as previsões de lucros cinco vezes e em Setembro deste ano reviu em alta as previsões de lucros e fixou um novo objectivo quanto ao número total de passageiros transportados para o ano que irá terminar a 31 de Março.

O lucro anual depois de impostos para os 12 meses terminados a 31 de Março estarão entre os 1,175 e os 1,225 mil milhões de euros, um aumento significativo comparativamente aos 940 milhões a 970 milhões perspectivados anteriormente. A empresa, sediada em Dublin, aumentou também o seu objectivo de trânsito, esperando transportar 104 milhões de passageiros num ano.

A Ryanair registou no primeiro semestre fiscal do ano, terminado em Setembro, lucros de 1.088 milhões de euros, mais 37% face ao mesmo período do ano passado. Também o número de passageiros da companhia aumentou 13% para os 58,1 milhões de passageiros entre Março e Setembro de 2015.

Michael O’Leary, de 54 anos, tem uma quota de 3,8% na Ryanair. O empresário começou a gerir a empresa no início dos anos 1990 e transformou-a na maior companhia aérea low-cost da Europa.

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