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Bruxelas dá mais tempo à SATA. Tavares tem até ao fim do ano para fechar compra da Azores Airlines

O grupo de aviação açoriano tem de vender uma posição maioritária na Azores Airlines até 31 de dezembro de 2026. Com o único grupo a apresentar uma proposta de 17 milhões de euros por 85% do capital, Governo Regional tem de vender companhia que faz a ligação para fora do arquipélago.

Governo Regional efetuou o pedido para prolongamento da venda em dezembro de 2025.
Governo Regional efetuou o pedido para prolongamento da venda em dezembro de 2025. DR
05 de Janeiro de 2026 às 12:08

A Comissão Europeia oficializou a prorrogação do plano de reestruturação da SATA até ao fim do presente ano, depois do grupo de aviação e o Governo Regional falharem a venda da Azores Airlines em 2025, como estava inicialmente previsto. 

"A pedido de Portugal, a Comissão concordou com uma prorrogação até 31 de dezembro de 2026 do prazo para a SATA alienar uma participação maioritária (51%) na Azores Airlines e separar e vender a sua unidade de negócios de assistência em escala", lê-se no comunicado de Bruxelas emitido esta segunda-feira, 5 de janeiro.

A venda de uma posição maioritária da Azores Airlines, companhia que faz a ligação do arquipélago açoriano para a restante Europa, era uma das condições para Bruxelas aprovar o "auxílio à reestruturação concedido por Portugal à SATA em junho de 2022" no montante de 453,25 milhões de euros. 

Depois de falhar o prazo inicial, o grupo de aviação dos Açores tem agora "luz verde" para concluir a venda da Azores Airlines até 31 de dezembro. O presidente do Governo dos Açores já tinha revelado no início de dezembro que tinha feito o pedido a Bruxelas para prorrogar o prazo da privatização da Azores Airlines, mas que a Comissão Europeia, apesar de "uma tendência para a compreensão", não tinha aceite "formalmente" o adiamento.

Ao segundo concurso público da Azores Airlines concorreu apenas o consórcio Newtour/MS Aviation, entretanto transformado em Atlantic Connect Group. O grupo liderado por Tiago Raiano, Carlos Tavares, Paulo Pereira e Nuno Pereira, apresentou a última proposta a 24 de novembro - no último dia para o fazer - e

Em entrevista ao Negócios após apresentar a proposta final, o gestor Carlos Tavares lembrou "a possibilidade de fazer algo sério, profissional e rigoroso" caso a oferta seja aprovada, sendo que o objetivo do consórcio é "endireitar esta empresa". "Temos um plano de negócios para endireitar a situação financeira" da companhia ao "mudar o modelo de negócio", revelou Carlos Tavares, apontando que tal só será possível com "o apoio dos trabalhadores", com quem negociaram e traçaram acordos.

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