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Ao minuto23.02.2026

Dow Jones tomba quase 800 pontos com tarifas de Trump. American Express afunda 8%

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta segunda-feira.

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Traders, trading, bolsas, ações, analistas, sala de mercados do BNP Paribas Sérgio Lemos
23 de Fevereiro de 2026 às 18:47
23.02.2026

Dow Jones tomba quase 800 pontos com tarifas de Trump. American Express afunda 8%

Wall Street.

As bolsas norte-americanas estão pintadas de vermelho, com o índice industrial Dow Jones a tombar 1,36%, mínimos de 20 dias, em reação dos investidores à guerra comercial, que reacendeu a semana passada. Na sexta-feira, o Supremo Tribunal dos EUA decretou que as "tarifas recíprocas" são ilegais, o que mereceu desde logo uma resposta do Presidente Donald Trump. O republicano aplicou uma tarifa de 10% a nível mundial como forma de retaliação tendo, entretanto, a aumentado para 15%. 

“Qualquer país que queira ‘brincar’ com a ridícula decisão do Supremo Tribunal, especialmente aqueles que ‘exploraram’ os EUA há anos, ou mesmo décadas, vão enfrentar tarifas muito mais altas e piores do que aquelas que acabaram de aceitar”, escreveu Trump numa publicação na sua rede social, Truth Social, esta segunda-feira. “CUIDADO COM O COMPRADOR!!!”

Neste contexto, os mercados financeiros estão a ser pressionados por uma nova onda de nervosismo em relação ao comércio e à inteligência artificial, assustando os investidores, que se afastam de ativos de risco e procuram refúgio no ouro, que soma quase 2%.

O Dow Jones chegou a perder quase 800 pontos, cerca de 1,74% para 48.764,48 pontos, um mínimo de 3 de fevereiro. Já o "benchmark" S&P 500 0,82% para 6.852,59 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite cede 0,88% para 22.685,6 pontos. 

No índice industrial, o mais prejudicado esta tarde, as ações American Express, Salesforce e JPMorgan são as que mais pressionam, com quedas de 7,83%, 5,34% e 4,45%, respetivamente. 

Durante o fim de semana, Trump afirmou que iria aumentar para 15% a nova tarifa, destinada a substituir muitas das taxas consideradas ilegais pelo Supremo Tribunal na semana passada. As ameaças dão a entender que o Governo está à procura de impor tarifas comerciais por outras vias, o que pode resultar em maior volatilidade nos mercados. Outras questões permanecem, incluindo se a Casa Branca vai reembolsar as empresas que pagaram as taxas - e que já reclamam esta devolução.

No entanto, a volatilidade em torno da política comercial de Trump, invocada ao abrigo da Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, um estatuto que permite ao presidente impor tarifas durante 150 dias até que a aprovação do Congresso seja necessária, pode não terminar tão cedo.

À CNBC, Michael Landsberg, diretor de investimentos da Landsberg Bennett Private Wealth Management, explicou que "a grande questão para a economia é o que acontecerá depois deste período, e se a política das tarifas continuar nesse caminho, podemos muito bem estar de volta ao Supremo Tribunal ainda este ano. A tensão em torno das tarifas provavelmente será um tema de distração para os mercados durante o resto do ano, embora com menos volatilidade do que o choque inicial em abril" do ano passado.

23.02.2026

Europa fecha com maioria de perdas. Incerteza comercial pressiona mercados

Os principais índices europeus encerraram a primeira sessão da semana com uma maioria de perdas, com as mais recentes tarifas anunciadas pelo Presidente norte-americano a semearem uma nova vaga de incerteza sobre as perspetivas para o comércio global e, em particular, sobre o futuro do acordo comercial alcançado entre a União Europeia (UE) e a Casa Branca no verão passado.

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – perdeu 0,45%, para os 627,70 pontos. Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX recuou 1,06%, o espanhol IBEX 35 somou 0,56%, o italiano FTSEMIB valorizou 0,49%, o francês CAC-40 caiu 0,22%, o neerlandês AEX recuou 0,12%, ao passo que o britânico FTSE 100 deslizou 0,02%.

No plano comercial, A decisão foi tomada depois de Donald Trumpsobre os seus parceiros comerciais, numa resposta de considerar as taxas alfandegárias “recíprocas” como ilegais.

Após a decisão do Supremo norte-americano, “parece que as opções [da Administração norte-americana] são agora limitadas e menos severas”, o que deve ser bom para setores como ações de consumo, disse à Bloomberg Andrea Gabellone, da KBC Securities. Ainda assim, “a questão é se outros participantes do mercado estão dispostos a suportar o fluxo de notícias ‘voláteis’ sobre tarifas que está por vir”, acrescentou.

Entre os setores, o dos media (-2,08%) registou as perdas mais expressivas, seguido dos serviços financeiros (-2,05%) e do setor automóvel (-1,59%), ao passo que o tecnológico (-1,10%) também registou fortes perdas. Por outro lado, o das “utilities” (+1,10%) liderou os ganhos, com o dos recursos naturais (+1,04%) a registar igualmente valorizações.

Entre os movimentos do mercado, , depois de o seu novo medicamento para o tratamento da obesidade e diabetes, o CagriSema, ter registado piores resultados do que o da rival norte-americana Eli Lilly num ensaio clínico - mais um duro golpe na farmacêutica que já viu as suas ações desvalorizarem 22% só este ano.

23.02.2026

Regresso de tarifas leva ouro a máximos de três semanas

Os preços do ouro estão a valorizar esta tarde, tendo tocado máximos de três semanas, numa altura em que os investidores digerem o aumento das tensões geopolíticas e comerciais. A procura pelo ativo-refúgio ganhou escala depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter aumentando as tarifas mundiais para 15%. 

Tudo começou depois de o .  - o máximo permitido por lei.

A onça de metal amarelo salta 1,77% para 5.198,16 dólares, impulsionado ainda por um dólar mais fraco. 

O défice dos EUA está a colocar pressão sobre a maior economia do mundo, assim como a receita das tarifas e a balança comercial. A tarifa de 15% pode apenas ser aplicada até 150 dias e em casos de problemas fundamentais de pagamentos internacionais.

A dúvida sobre os acordos comerciais estabelecidos pelos EUA com alguns parceiros comerciais está agora a impactar o sentimento de mercado.

“Existem fatores estruturais suficientes a favor do ouro no médio prazo”, disse Vasu Menon, estratega do Oversea-Chinese Banking à Bloomberg. “No curto prazo, no entanto, esperamos que os preços do ouro estejam voláteis após os fortes ganhos dos últimos meses, dados os desenvolvimentos ainda em curso na política comercial dos EUA e a situação no Irão”, explicou ainda. 

Espera-se ainda mais movimentação esta terça-feira, com o mercado chinês a regressar do Ano Novo Lunar. 

23.02.2026

Juros da dívida da Zona Euro aliviam com maior procura por obrigações

Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro aliviaram esta segunda-feira, numa altura em que os investidores procuram obrigações como ativo-refúgio, enquanto as tensões comerciais com os EUA parecem escalar. A União Europeia anunciou esta tarde o adiamento do processo de ratificação do acordo comercial com a maior economia do mundo. 

Os juros das obrigações alemãs a dez anos, referência para o contexto europeu, cedeu 2,7 pontos-base para 2,709%, enquanto a rendibilidade da dívida francesa com a mesma maturidade caiu 2,4 pontos-base para 3,274%. Em Itália, a descida foi de 2,1 pontos-base para 3,317%.

Pela Península Ibérica, a "yield" das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos cedeu 2,2 pontos para 3,054% e, em Espanha, os juros da dívida com a mesma maturidade aliviaram 2,3 pontos-base para 3,122%.

Fora da Zona Euro, no Reino Unido a rendibilidade das obrigações situa-se nos 4,313%, após uma descida de 3,9 pontos-base, no menor nível desde dezembro de 2024.

23.02.2026

Brent atinge máximos de seis meses. Incerteza comercial e geopolítica impulsionam crude

petroleo combustiveis

O petróleo negoceia com ganhos de cerca de 1% nesta segunda-feira, com os preços do crude a serem influenciados por uma crescente incerteza económica após o Presidente norte-americano ter anunciado enquanto os “traders” continuam a seguir de perto os desenvolvimentos em torno da região do Médio Oriente.

O West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – ganha 1,17%, para os 67,26 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – valoriza 0,99% para os 72,47 dólares por barril, tendo atingido máximos de seis meses.

A crescente preocupação com um potencial conflito militar entre os EUA e o Irão fez com que os preços do Brent subissem mais de 5% na semana passada, para o seu nível mais alto desde julho de 2025.

O Irão indicou estar disposto a fazer concessões no que toca ao seu programa nuclear em troca do levantamento das sanções e do reconhecimento do seu direito a enriquecer urânio por parte dos EUA. Isto antes de ter lugar a terceira ronda de negociações entre os dois países, agendada para esta quinta-feira.

23.02.2026

Novas tarifas de Trump pressionam dólar

Dólar valoriza após nomeação de Warsh, mas semana aponta para perdas

O dólar está a desvalorizar na sessão de hoje, à medida que os “traders” avaliam o impacto da política comercial errática da Administração norte-americana, depois de Donald Trump ter anunciado novas barreiras a aplicar às importações de bens por parte dos EUA.

O índice do dólar DXY - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes - cede 0,21%, para os 97,586 pontos.

, citando uma lei que permite ao Presidente dos EUA aplicar tarifas até 15% sem autorização do Congresso por um período máximo de 150 dias. Ainda no plano comercial, também há incerteza sobre se as empresas que pagaram tarifas poderão vir a ser reembolsadas,

Noutros pontos do mercado, o dólar desvaloriza 0,37%, para os 154,480 ienes.

Pela Europa, o entre a União Europeia e os Estados Unidos devido às novas barreiras comerciais anunciadas pelo republicano.

A esta hora, o euro avança 0,14%, para os 1,180 dólares. Já a libra soma 0,19%, para os 1.351 dólares.

23.02.2026

Wall Street no vermelho com novas tarifas de Trump a acrescentar incerteza. Arcellx dispara 77%

Wall Street encerra semana com perdas após dados da inflação e escolha de Trump

Os principais índices norte-americanos negoceiam com perdas, à medida que a incerteza em torno da política comercial da Administração norte-americana segue a pressionar o sentimento dos investidores.

O “benchmark” S&P 500 desliza 0,02%, para os 6.907,82 pontos. Já o Nasdaq Composite recua 0,20%, para os 22.841,41 pontos. O Dow Jones, por sua vez, desvaloriza 0,03% para os 49.608,87 pontos.

Os mercados estão a avaliar o impacto das , depois de o “recíprocas” que a Casa Branca decidiu aplicar aos seus parceiros comerciais em abril.

A política comercial errática do Governo norte-americano está a dar aos investidores outro ponto de foco nos mercados, para além das preocupações em torno da inteligência artificial e das tensões no Médio Oriente, enquanto se tenta avaliar como é que as tarifas de 15% anunciadas na semana passada irão afetar os países que já ratificaram acordos com os EUA. de que o acordo comercial alcançado em julho do ano passado que fixou as tarifas de 15% para os produtos importados da União Europeia seja cumprido, ao mesmo tempo que pediu "total clareza" a Washington sobre o que pretende fazer depois da decisão do Supremo Tribunal norte-americano.

Durante esta semana, os mercados irão ainda acompanhar de perto o discurso do Estado da União de Trump na terça-feira e os resultados da Nvidia na quarta-feira, além de importantes dados económicos que serão divulgados ao longo da semana.

Quanto aos movimentos do mercado, a Domino's Pizza valoriza a esta hora quase 7%, depois de a empresa ter divulgado um aumento maior do que o esperado nas vendas comparáveis. Já a Gilead Sciences cede 0,74%, após ter chegado a um acordo para adquirir a empresa de biotecnologia norte-americana Arcellx – que dispara a esta hora mais de 77% - num negócio avaliado em cerca de 7,8 mil milhões de dólares.

Entre as "big tech”, a Nvidia sobe 2,04%, a Apple ganha 0,43%, a Alphabet valoriza 0,83%, a Amazon cai 1,50%, a Meta recua 0,20% e a Microsoft desliza 1,15%.

23.02.2026

Taxa Euribor sobe a três e a seis meses e mantém-se a 12 meses

A taxa Euribor subiu esta segunda-feira a três e a seis meses e manteve-se a 12 meses em relação a sexta-feira.

Com estas alterações, a taxa a três meses, que avançou para 2,034%, continuou abaixo das taxas a seis (2,145%) e a 12 meses (2,205%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou, ao ser fixada em 2,145%, mais 0,004 pontos do que na sexta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a dezembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,77% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,85% e 25,09%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor manteve-se, de novo em 2,205%, o mesmo valor da sessão anterior.

Já a Euribor a três meses subiu ao ser fixada em 2,034%, mais 0,010 pontos.

Em 5 de fevereiro, o BCE manteve as taxas diretoras, de novo, pela quinta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 18 e 19 de março em Frankfurt, Alemanha.

Em relação à média mensal da Euribor em janeiro, esta baixou a três, a seis e a 12 meses, de forma mais acentuada no prazo mais longo.

A média mensal da Euribor em janeiro desceu 0,020 pontos para 2,028% a três meses e 0,002 pontos para 2,137% a seis meses.

Já a 12 meses a média da Euribor recuou 0,022 pontos para 2,245% em janeiro.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

23.02.2026

Confiança empresarial na Alemanha melhora em fevereiro

Indústria alemã mostra sinais de recuperação

A confiança empresarial na Alemanha subiu em fevereiro com a economia alemã a mostrar os primeiros sinais de recuperação com o impulso da indústria e dos serviços, foi esta segunda-feira anunciado. O Instituto de Pesquisa Económica da Alemanha (Ifo) informou que o índice de confiança empresarial no conjunto da Alemanha subiu para 88,6 pontos em fevereiro, contra 87,6 pontos em janeiro.

Leia a notícia completa .

23.02.2026

Retaliação de Trump atira Europa para o vermelho. Novo Nordisk cai quase 11%

bolsas mercados Europa DAX

As principais praças europeias estão a negociar maioritariamente no vermelho, com Madrid e Milão a escaparem das perdas. Estes movimentos acontecem em reação aos avanços e recuos na política comercial norte-americana, após o , levando o Presidente a responder com um aumento, em primeiro lugar, das tarifas globais para 10% e,

A esta hora, o Stoxx 600, "benchmark" para a negociação europeia, recua 0,28% para 628,80 pontos, depois de ter atingido um novo máximo histórico na sexta-feira. O setor tecnológico é o que regista o pior desempenho esta manhã entre os vários que compõe o índice do Velho Continente, enquanto as ações ligadas ao imobiliário observam os maiores ganhos esta segunda-feira. 

De acordo com Andrea Gabellone, diretora de ações globais da KBC Securities, após a decisão do Supremo, "parece que as opções agora são limitadas e menos severas" em termos de tarifas do que estava a acontecer até agora - o que pode ser positivo para setores ligados ao consumo, diz a analista à Bloomberg. No entanto, prevalece a questão sobre se "os investidores estão dispostos a superar as notícias 'voláteis' que estão a sair sobre as tarifas". 

Esta incerteza sobre o futuro da política comercial dos EUA aparece numa altura em que os investidores já estão bastante receosos em relação a uma possível "bolha" nas ações ligadas à inteligência artificial (IA) e em relação ao impacto desta tecnologia nos modelos de negócio mais tradicionais. Há ainda a ter em conta as tensões entre EUA e Irão, que devem retomar negociações esta semana em Genebra, apesar das ameaças de Trump e a crescente presença militar norte-americano em torno do país localizado no Médio Oriente. 

Entre as principais movimentações de mercado, a Johnson Matthey afunda mais de 16%, depois de a empresa ter acordado em vender a Catalyst Technologies à Honeywell International por um preço inferior ao que estava planeado. Já a Novo Nordisk cai cerca de 11%, após o seu mais recente medicamento contra a obesidade, o CagriSema, se ter revelado menos eficaz do que o da rival Eli Lilly. 

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX perde 0,41%, o francês CAC-40 cai 0,04%, o neerlandês AEX recua 0,27%, ao passo que o britânico FTSE 100 regista uma descida de 0,12%. Já o espanhol IBEX 35 soma 0,65% e o italiano FTSEMIB valoriza 0,67%.

23.02.2026

Juros praticamente inalterados na Zona Euro. Investidores aguardam por Lagarde

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a negociar sem grandes movimentações esta segunda-feira, num dia em que as principais praças europeias estão maioritariamente no vermelho. Estes movimentos surgem em reação à turbulência comercial que se vive entre os EUA e os parceiros do país, depois de o e o

Os investidores vão estar atentos ainda ao discurso da presidente do Banco Central Europeu (BCE) numa conferência em Washington, já depois do fecho da sessão. Além de procurarem pistas sobre o futuro da política monetária da Zona Euro, os mercados vão ainda procurar uma nova reação de Christine Lagarde à decisão da justiça norte-americana sobre o "chumbo" das tarifas de Trump. 

Os juros das obrigações alemãs a dez anos, referência para o continente europeu, caem 0,3 pontos-base para 2,733%, enquanto a rendibilidade da dívida francesa com a mesma maturidade avança 0,2 pontos-base para 3,299%. Em Itália, a "yield" das obrigações também a dez anos está inalterada nos 3,339%.

Pela Península Ibérica, os juros das obrigações do Tesouro português na maturidade de referência cedem 0,1 pontos para 3,075%, enquanto, em Espanha, os juros da dívida estão inalterados nos 3,145%.

Fora da Zona Euro, a tendência é de alívios, com os juros das "Gilts" britânicas a dez anos deslizam 0,4 pontos para 4,348%. 

23.02.2026

Turbulência comercial volta a atirar o dólar para o vermelho

Dólar valoriza após nomeação de Warsh, mas semana aponta para perdas

O dólar está, mais uma vez, a perder terreno face aos seus principais concorrentes, penalizado pela incerteza em torno do futuro da política comercial dos EUA, depois de o e o Presidente ter retaliado com uma subida das taxas aduaneiras globais, primeiro, para 10% e, já no fim de semana,

O índice do dólar da Bloomberg, que mede a força da divisa contra um cabaz de moedas concorrentes, cede, a esta hora, 0,18% para 1.186,53 pontos. Já o euro acelera 0,3% para 1,1819 dólares, diminuindo ligeiramente os ganhos registados durante a sessão asiática, enquanto a libra valoriza 0,27% para 1,3517 dólares. Já a "nota verde" cai 0,28% para 154,61 ienes, numa negociação com menor liquidez do que é habitual devido a um feriado no Japão. 

"A incerteza no comércio global está de volta como uma preocupação para os investidores e isso é uma má notícia para os ativos dos EUA. A queda do dólar tem potencial para se prolongar, e o desempenho inferior do S&P 500 em relação aos seus pares tornar-se-á mais consolidado à medida que os investidores avaliam o impacto [desta turbulência]", refere Garfield Reynolds, analista do MLIV, citado pela Bloomberg. 

A adicionar à incerteza, o Supremo Tribunal decidiu não pronunciar-se sobre possíveis reembolsos das tarifas já pagas pelas empresas. Em causa estarão cerca de 170 mil milhões de dólares, mas o processo de devolução - caso veja a "luz do dia" - pode arrastar-se nos tribunais durante anos. Para já, a, numa altura em que o bloco de 27 países ainda não retificou o acordo comercial alcançado com a maior economia do mundo - e que pode, agora, atrasar ainda mais. 

Desde o arranque do ano, o dólar já perdeu quase 8% do seu valor, penalizado por uma série de políticas erráticas de Donald Trump, que culminaram numa disputa diplomática com a Dinamarca por causa da Gronelândia e, mais recentemente, no "chumbo" do Supremo Tribunal às tarifas implementadas no ano passado. 

23.02.2026

Ouro acelera com incerteza comercial no radar dos investidores

Ouro em queda com investidores atentos ao discurso de Jerome Powell

O ouro está, mais uma vez, a negociar em território positivo, depois de ter conseguido fechar a terceira semana consecutiva de ganhos na passada sexta-feira. O metal amarelo está a ser beneficiado por uma nova vaga de turbulência comercial entre os EUA e o resto do mundo, após o Supremo Tribunal ter decidido "chumbar" as tarifas de Donald Trump impostas através de uma lei especial de emergência - o que mereceu resposta imediata por parte do Presidente norte-americano,

O metal amarelo chegou a acelerar mais de 1,4% esta segunda-feira, tendo, entretanto, reduzido os ganhos para 0,49%, com cada onça a valer 5.132,27 dólares. A decisão do Supremo voltou a introduzir elevados níveis de incerteza no mercado sobre o futuro da política comercial dos EUA, o que está não só a beneficiar do ouro - o ativo refúgio predileto dos investidores - bem como a penalizar o dólar, tornando o metal mais barato para investidores internacionais. 

Além disso, os mercados estão ainda a tentar avaliar o impacto desta decisão nos acordos comerciais que a maior economia do mundo celebrou com vários parceiros. O até que os EUA deem mais detalhes sobre as novas tarifas globais de 15%. Uma delegação indiana cancelou os planos para visitar o país, enquanto um membro do executivo japonês descreveu estes avanços e recuos como "uma verdadeira confusão". 

Os mais recentes ganhos do ouro têm ajudado o metal precioso a recuperar das grandes perdas que registou no arranque de fevereiro, depois de ter chegado a ultrapassar a marca dos 5.600 dólares por onça. Estes avanços têm sido impulsionados por um aumento considerável das tensões geopolíticas a nível mundial, principalmente entre os EUA e o Irão, com a política errática de Donald Trump a trazer os investidores de novo ao metal precioso. 

Por agora, "existem fatores estruturais suficientes a favor do ouro a médio prazo", explica Vasu Menon, estratega da Oversea-Chinese Banking Corp, à Bloomberg. No entanto, o analista refere que a curto prazo "espera-se que os preços do ouro sejam voláteis após os ganhos acentuados nos últimos meses, dados os desenvolvimentos ainda em curso na política comercial dos EUA e a situação no Irão". 

23.02.2026

Petróleo recua mais de 1% com mercado de olho nas negociações entre EUA e Irão

petroleo combustiveis

O barril de petróleo está a negociar em território negativo esta segunda-feira, com perdas superiores a 1%, numa altura em que os investidores encontram-se a avaliar a possibilidade de um acordo nuclear entre os EUA e o Irão. As delegações dos dois países devem voltar a encontrar-se esta semana para mais um ronda de negociações, o que está a deixar os mercados esperançosos, embora Washington continua a reforçar a sua presença militar ao largo do território iraniano. 

A esta hora, o West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – recua 1,23%, para 65,66 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – desvaloriza 1,17% para os 70,92 dólares por barril. Estes movimentos seguem-se a uma sessão morna no mercado petrolífero, com os dois índices a fecharem quase inalterados na sexta-feira, mesmo depois de Donald Trump, Presidente norte-americano, ter ameaçado o Irão com uma nova intervenção militar. 

Já este domingo, o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, disse à CBS que existe "uma grande probabilidade para se chegar a uma solução diplomática em que todos ganham", referindo ainda que esse mesmo acordo estava ao alcance dos EUA e do Irão. Araghchi revelou que deverá encontrar-se com o enviado especial norte-americano, Steve Witkoff, esta semana em Genebra.

Desde o arranque do ano, o petróleo tem conseguido conquistar terreno após um 2025 particularmente penoso para a matéria-prima. Isto acontece apesar das previsões de um grande excedente no mercado, à medida que a procura mundial por crude arrefece um pouco por todo o mundo. No entanto, e com as tensões entre os EUA e Irão ainda bastante vivas, os investidores preparam-se para possíveis disrupções. 

"Os mercados até podem tolerar as manchetes dos jornais, mas não ignoram a perda de oferta", explica Haris Khurshid, diretor de investimentos da Karobaar Capital, à Bloomberg, referindo-se aos mais recentes desenvolvimentos e ameaças de Trump. "Se as exportações do Irão forem afetadas ou existir uma interferência credível no Estreito de Ormuz - o que é altamente provável se as coisas piorarem -, é aí que o preço do petróleo bruto se reajusta rapidamente", acrescenta o analista. 

O , tendo apenas 33 quilómetros de largura no seu ponto mais estreito. Por lá, passa cerca de um quinto do petróleo consumido em todo o mundo, assim como 20% do gás consumido a nível global. Arábia Saudita, Irão, Kuwait, Iraque e Emirados Árabes Unidos, utilizam esta passagem para escoar petróleo e gás, principalmente para a Ásia. A Europa importa petróleo e gás natural liquefeito dos países do Golfo e grande parte passa pelo estreito.

23.02.2026

"Chumbo" do Supremo dá força às praças asiáticas. Retaliação de Trump pressiona Europa

As principais praças asiáticas fecharam a primeira sessão da semana em território positivo, com o "benchmark" da região a acelerar mais de 1%, numa reação tardia à , Presidente dos EUA. Já a Europa aponta para uma abertura em queda, corrigindo dos ganhos registados na sexta-feira, pressionada pela retaliação do líder norte-americano,

Mesmo com esta decisão, os mercados asiáticos devem sair como os principais beneficiados de toda esta turbulência comercial, uma vez que duas das economias mais afetadas pela política de Trump - a Índia e a China - fazem parte deste continente. Segundo os economistas do Morgan Stanley, a taxa aduaneira média para a Ásia passa agora de 20% para 17%, o que deverá dar um pouco mais de margem de manobra para as empresas exportadoras da região. 

Pela China, o Hang Seng, de Hong Kong, liderou os ganhos regionais ao acelerar 2,6%, impulsionado por um "rally" no setor tecnológico. As restantes bolsas do país estiveram encerradas devido à celebração de um feriado local e o mesmo aconteceu com a praça japonesa. 

Já pela Coreia do Sul, foi dia de novos recordes, com o Kospi a saltar 1,7% e a terminar a terceira sessão consecutiva no verde. Os pesos pesados SK Hynix e Samsung Electronics cresceram ambos quase 2% esta segunda-feira, levando o índice sul-coreano - um dos que mais valorizaram o ano passado devido à sua grande exposição ao setor da inteligência artificial - a negociar em novos máximos históricos. 

No entanto, a negociação de futuros do Euro Stoxx 50 indica que o otimismo asiático não deverá chegar à Europa, com o índice a registar, neste momento, uma queda de 0,32%. Os investidores encontram-se a avaliar os impactos que a retaliação de Donald Trump à decisão do Supremo, que pode vir a intensificar-se, não só vai ter para a economia norte-americana e para a política monetária da Reserva Federal (Fed), bem como para a economia global e para as empresas. 

"Já temos tanta experiência com Trump que não achamos que ele vai aceitar isto tudo de forma passiva", explica Nick Twidale, analista-chefe de mercados da AT Global Markets, à Bloomberg. "O aumento da incerteza e as dúvidas sobre o que Trump fará a seguir superam quaisquer benefícios decorrentes da redução das tarifas e possíveis devoluções", acrescenta, referindo-se aos 170 mil milhões de dólares que foram cobrados às empresas no âmbito desta política comercial, que poderão de ter de ser reembolsados. 

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