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Luís Neves fala em decisão "difícil" ao assumir a Administração Interna e antecipa "desafios"

Novo Ministro diz não existir conflito entre as funções que tinha na PJ e a sua presença agora no Governo. Paulo Simões Ribeiro, Telmo Correia e Rui Rocha mantêm-se como secretários de Estado ligados ao MAI.

10:01

"Afirmo solenemente pela minha honra que cumprirei com lealdade as funções que me são confiadas". Foi com esta frase que Luís Neves assumiu oficialmente o Ministério da Administração Interna (MAI), nesta segunda-feira, na cerimónia de tomada de posse realizada no Palácio de Belém. Luís Neves sucede a Maria Lúcia Amaral, que se , e não marcou presença na cerimónia de tomada de posse. 

Em declarações aos jornalistas, Luís Neves afirma que a decisão de aceitar assumir a liderança da Administração Interna foi "difícil", não só "por aquilo que foi a minha carreira na recuperação da instituição da Polícia Judiciária, bem como pelos desafios que a área coloca e colocará". O antigo diretor nacional da PJ rejeita qualquer conflito entre as funções que anteriormente tinha e as que agora assume, nomeadamente após a investigação ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, no caso da Spinumviva. 

"O papel do diretor da PJ é organizar e prever meios para a instituição", afirmou, destacando que o modelo de organização da instituição permite que a informação esteja "estanque". "Entendo que a questão possa ser colocada, mas não me coloca nenhumas reservas", afiançou. 

Já face às declarações que tinha feito, no passado, em relação aos salários e condições profissionais dos polícias, Luís Neves não deu uma resposta direta aos jornalistas, mas afirmou que continuará "a trabalhar para dotar as pessoas e as instituições dos melhores meios possíveis". "Trabalhar na Administração Interna é trabalhar na prevenção, antecipação e proatividade", referiu ainda. 

"Sou humilde para dizer quer todas as propostas que sejam positivas serão abraçadas e serão tidas em conta. As propostas que não estejam nesse patamar serão discutidas e as propostas que violem a minha consciência e aquilo que me tem norteado ao longo da vida, com uma narrativa e uma fundamentação, serão afastadas", afirmou aos jornalistas, dizendo que não estava "a antecipar nada". No final, deixou um aviso: "Que ninguém se sinta dono de nada". 

De destacar a continuidade dos três secretários de Estado ligados ao MAI: Paulo Simões Ribeiro, secretário de Estado adjunto e da Administração Interna, Telmo Correia, secretário de Estado da Administração Interna, e Rui Rocha, secretário de Estado da Proteção Civil.

(Notícia atualizada com mais informação)

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