Aviação Sindicato dos tripulantes: "preocupações permanecem" por náuseas nos aviões da TAP

Sindicato dos tripulantes: "preocupações permanecem" por náuseas nos aviões da TAP

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) disse esta sexta-feira que as "preocupações permanecem" nos casos de náuseas na TAP, "uma vez que continuam a ser reportados episódios de mal-estar a bordo".
Sindicato dos tripulantes: "preocupações permanecem" por náuseas nos aviões da TAP
Airbus
Lusa 12 de julho de 2019 às 20:04

A estrutura sindical reagiu em comunicado a informações da TAP, que na quinta-feira, enviou uma carta aos colaboradores a garantir a segurança das novas aeronaves A330neo, depois de episódios de náuseas e odores estranhos entre tripulação e passageiros.

 

"O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil vem, no seguimento das últimas informações avançadas que indicam que não foram encontradas a bordo quaisquer substâncias que possam constituir um perigo para a saúde dos tripulantes, nem registo de insuficiência de oxigénio, sublinhar que as preocupações permanecem, uma vez que continuam a ser reportados episódios de mal-estar a bordo".

 

A estrutura sindical adiantou ainda que "continuará a monitorizar esta situação e aguarda conclusões adicionais com o anunciado reforço das análises a bordo".

 

Ainda assim, de acordo com o SNPVAC, "aguardar não significa inação. A ponderação da posição que venha a tornar-se necessária não está afastada uma vez que nada mudou para melhor", referiu o sindicato, sem dar mais detalhes.

 

A TAP garantiu na quinta-feira, numa carta a que a Lusa teve acesso, que testes efetuados a bordo dos novos A330neo não encontraram "a bordo quaisquer substâncias que possam constituir um perigo para a saúde dos tripulantes e dos passageiros", nem "registo de insuficiência de oxigénio".

 

Segundo a empresa, foi instalado "um equipamento 'Aerotracer', com vista à análise e identificação de ar contaminado por diferentes agentes na cabina do avião".

 

"Dos 20 voos realizados com o 'Aerotracer' instalado, apenas em dois deles foram registados episódios pontuais de cheiros" identificados, mas "em níveis residuais" que estão muito abaixo dos valores limite de referência" em termos de qualidade do ar da cabine.

 

"Salientamos que, esta semana, na totalidade dos voos realizados, houve um decréscimo de eventos reportados relativamente à semana anterior, o que revela uma evolução muito positiva", garantiu a TAP, anunciando que ainda esta semana iria instalar um 'Aerotracer' em outro avião "e obter um equipamento extra, no futuro próximo, com o objetivo de ter uma amostra mais abrangente e célere da qualidade do ar na frota A330-900neo", lê-se na missiva.

 

Já no que diz respeito "aos episódios reportados de mal-estar na cabina temos vindo a seguir os casos reportados em conformidade com as práticas adotadas e de acordo com os padrões recomendados", garantiu a companhia aérea.

 

"Registamos que, à data, não existem casos identificados que tenham necessitado de cuidados médicos de maior urgência, sendo que a totalidade dos casos assistidos na UCS [Unidade de Cuidados de Saúde] apresentou apenas sintomas transitórios e exames sem alterações. Dos reportes recebidos na empresa, 12 tripulantes deslocaram-se à UCS, o que representa 0,5% face ao total de tripulantes que já voaram nos A330-900neo", destacou a empresa.




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