CP admite ajustes no passe ferroviário para corrigir “viagens-fantasma” nos Intercidades
Mais de 50.000 utilizadores por mês do novo título fazem disparar procura no serviço regional e no Intercidades. “Viagens-fantasma” e 20% da frota da CP encostada ajudam à pressão sobre oferta.
A CP está a analisar “algumas possibilidades de ajuste, a implementar no primeiro trimestre de 2026” no passe ferroviário, uma vez que a elevada procura tem levado a comboios sobrelotados e ao caos gerado na tentativa de conseguir reservar lugar nos Intercidades, avança o Público.
O Passe Ferroviário Verde, lançado por Miguel Pinto Luz em Outubro de 2024, tornou possível viajar de comboio por apenas 20 euros por mês, numa medida aplaudida sobretudo por quem já era cliente da CP e pagava passes de valor muito superior em viagens pendulares casa-trabalho.
O Governo diz que, em média, “mais de 50.000 utilizadores por mês utilizam o Passe Ferroviário Verde", o que se traduziu num aumento de mais de 100% da procura do serviço regional e de 53% das viagens nos Intercidades.
Por sua vez, a CP continua com cerca de 20% da sua frota de carruagens do Intercidades encostada nas oficinas à espera de manutenção e de reparação.
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