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CP reduz prejuízos para metade em 2019

Segundo o relatório e contas da transportadora, a CP – Comboios de Portugal teve prejuízos de 51,6 milhões de euros no ano passado.

Lusa
Ana Sanlez anasanlez@negocios.pt 14 de Julho de 2020 às 09:35
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A CP fechou 2019 com prejuízos de 51,6 milhões de euros. O valor representa uma queda de 51,2% face às perdas contabilizadas no ano anterior, que ascenderam a 105,6 milhões de euros.

Segundo o relatório e contas da empresa, citado esta terça-feira pelo Dinheiro Vivo, a CP transportou no ano passado perto de 145 milhões de passageiros, mais 19 milhões face ao ano anterior. O aumento da procura ocorreu sobretudo nos Serviços Urbanos e Lisboa e Porto, e deveu-se à "implementação do programa de apoio à redução tarifária (redução dos preços dos passes mensais)", mas também ao aumento do turismo, às "diversas ações de combate à fraude" e à "recuperação dos indicadores económicos do País", lê-se no relatório. 

Os proveitos de tráfego ultrapassaram os 273 milhões de euros, mais 14,8 milhões em comparação com o período homólogo. "A evolução dos proveitos é justificada pelo crescimento da procura e pela atualização tarifária média, a 1 de janeiro de 2019, dos serviços de Longo Curso AP e IC e dos títulos ocasionais dos serviços urbanos em 1,14%". 

Já o Índice Global de Regularidade situou-se nos 99,2%, mais 2,2 pontos face ao ano anterior. O Índice de Pontualidade Diária também melhorou, mas os Serviços de Longo Curso "continuam, ainda assim, a apresentar valores abaixo do desejável". Os comboios Alfa fecharam o ano com um índice de pontualidade de 65,2%, e os Intercidades com 60,9%. 

A empresa terminou o ano com 2 669 trabalhadores, menos 14 do que no final do ano anterior.

Em termos de desempenho financeiro da empresa ferroviária, destaca-se o EBITDA recorrente positivo em 48 milhões de euros, que se traduz numa melhoria de 39 milhões de euros face a 2018. O relatório destaca ainda a melhoria em 12,6 milhões de euros do resultado financeiro, resultante "fundamentalmente, da diminuição do passivo financeiro". No final de 2019, o passivo da empresa era de 2,25 mil milhões de euros, menos 18% do que em 2018. 

Citado no relatório, o presidente da CP, Nuno Freitas, destaca que a transportadora está a caminho do "lançamento de um projeto mais ambicioso que garanta o desenvolvimento e sustentabilidade da empresa e do setor a médio e longo prazo".

Numa primeira fase, a meta é "inverter rapidamente a situação de degradação do serviço prestado e desencadear a criação de um centro de competências do setor ferroviário". A segunda etapa passará pelo investimento "na criação de condições para dotar o país de capacidade para desenhar e construir o comboio Português". 

No final do ano passado, a CP assinou com Estado um contrato de serviço público válido por 10 anos, que vai garantir à empresa mais de 850 milhões de euros.

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