Transportes Estado ganha 10,1 mil milhões com privatizações do Governo

Estado ganha 10,1 mil milhões com privatizações do Governo

O programa de privatizações do Governo de Passos Coelho gerou receitas de 9,3 mil milhões de euros e vai permitir poupar 7,1 mil milhões em juros nos próximos 20 anos, disse o secretário de Estado dos Transportes.
Estado ganha 10,1 mil milhões com privatizações do Governo
Miguel Baltazar/Negócios
Maria João Babo 01 de julho de 2015 às 16:36

O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, sublinhou esta quarta-feira, 1 de Julho, no debate no Parlamento marcado pelo PCP sobre a política de privatizações, que com o programa levado a cabo pelo actual Governo "o ganho para o Estado nos próximos 20 anos, entre receita obtida e poupança de juros, deduzida de dividendos, é de 10,1 mil milhões de euros".

 

O governante sublinhou que a receita obtida com as privatizações realizadas pelo actual Executivo é de 9,3 mil milhões de euros, a que acresce uma poupança com juros, que nos próximos 20 anos, será de 7,1 mil milhões.

 

A este montante, o responsável subtraiu, por outro lado, "os dividendos que o Estado perderá nos próximos 20 anos das mesmas empresas, assumindo que são receita certa e que crescem à taxa de inflação", para chegar aos ganhos de 10,1 mil milhões para o Estado.

 

No debate Sérgio Monteiro reafirmou que relativamente à política de transportes "só nos comprometemos com obra quando temos dinheiro para a pagar". Respondendo à crítica do deputado comunista Bruno Dias, que acusou o Executivo de abrir agora uma estação de metro pronta há quatro anos, o secretário de Estado adiantou que "a Reboleira foi adjudicada agora porque só dois dias antes a Comissão Europeia confirmou o financiamento".

 

Sérgio Monteiro, que a oposição apelidou de "secretário de Estado das privatizações", sublinhou que "as privatizações são um instrumento importante de diversificação das fontes de financiamento, de abate da dívida pública e de criação de riqueza e emprego", acrescentando que "o Estado não tem meios para satisfez essas necessidades".

 

O secretário de Estado, que contabilizou em 18 as idas do Governo ao Parlamento para falar sobre privatizações, contra-atacou o PCP afirmando que "são mais de 1.100 os pré-avisos de greve, e todos eles dizem ser contra a subconcessão, contra a privatização".

 

O responsável realçou ainda que com a estratégia que o Governo tem seguido "os utilizadores deixam de ter greves e os contribuintes vêem abatida a dívida pública".




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