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Passageiros no Metro de Lisboa aumentam quase 10%

O Metropolitano de Lisboa contrariou este ano a tendência de quebra na procura que sofreu desde 2010, tendo transportado entre Janeiro e agosto mais 9,3% de passageiros do que no mesmo período de 2015, disse o presidente da empresa.

Bruno Simão/Negócios
Lusa 16 de Setembro de 2016 às 10:34

"De Janeiro a Agosto, o Metro transportou mais 9,3% de passageiros do que no mesmo período do ano passado. É uma performance francamente boa, com bom crescimento de passageiros face ao ano anterior", disse Tiago Farias (na foto) em entrevista à agência Lusa.

 

Afirmando que o Metro "andou a perder passageiros de forma contínua" desde 2010, o administrador afirmou que a empresa está este ano "com um crescimento muito acentuado de passageiros".

 

"Veja-se o potencial que tem como instrumento de transporte da cidade de Lisboa quando ganhar outra vez maturidade em termos da fidelidade que queremos", acrescentou.

 

Questionado sobre a taxa da fraude sofrida pela empresa, o responsável disse que se situa nos 7,5% e que existem fiscais nas estações para detectar quem entra sem pagar.

 

Sobre os futuros investimentos do Metro, Tiago Farias sublinhou que a estratégia da tutela é avançar nos próximos anos com o reforço da rede dentro da cidade e menos para fora da cidade.

 

Nesse sentido, as estações do Rato (Linha Amarela) e a do Cais do Sodré (Linha Verde) vão ser ligadas, porque assim "toda a rede fica mais integrada".

 

Em estudo está a expansão da Linha Vermelha, que hoje termina em São Sebastião, até Campo de Ourique.

 

Entretanto, para o próximo ano, estão já previstas várias obras de reabilitação, que devem arrancar no primeiro trimestre na estação dos Olivais - com uma duração prevista de 13 meses -, que "tem um problema complexo de infiltrações".

 

No segundo semestre de 2017 devem arrancar, também, as obras no átrio norte do Areeiro e a reconstrução da estação de Arroios, "que é crucial", afirmou.

 

Tiago Farias adiantou que a obra em Arroios irá durar 18 meses, durante os quais a estação estará fechada.

 

"Fizemos uma análise detalhada do impacto que isso tem, que é muito reduzido, porque há uma estação a 400 metros e outra a 350 metros. São distâncias que ficam encurtadas, porque as pessoas podem fazer diagonais", acrescentou.

 

Para o presidente do Metro, a obra de Arroios é "muito importante, porque permite ter a Linha Verde com [comboios de] seis carruagens [actualmente tem três]".

 

Além disso, o Metro tem um programa de revitalização de estações mais antigas, em que todas passam a ter elevadores, sendo a primeira a do Colégio Militar/Luz (Linha Azul), estando previsto que a obra se inicie a partir do segundo semestre de 2017.

 

Questionado sobre as permanentes avarias verificadas nas estações, Tiago Farias desvalorizou, afirmando que a situação está "muito melhor" e afirmou que, dos 100 elevadores que existem, "há zero avariados ou um".

 

"Das 245 escadas e tapetes rolantes, hoje nove não estão a funcionar, duas das quais no Rato", disse o administrador, explicando que são escadas com dezenas de anos e com "arranjos muito complexos, [por exemplo] porque a peça que avariou já não existe e está a ser feita por medida".

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