Guerra no Médio Oriente desvia 300 mil turistas britânicos para Portugal

O termo “safe haven” (porto seguro) é agora frequente entre os operadores de turismo quando se fala de Portugal como opção de substituição do Médio Oriente.
Pedro Noel da Luz
Negócios 21 de Março de 2026 às 10:01

“Estamos a assistir a uma reconversão clara dos fluxos turísticos, o que tem implicado o reposicionamento de Portugal, que passou a constituir-se como destino de abrigo devido à sua segurança”, afirma António Lopes de Almeida, professor adjunto do Instituto Superior de Administração e Gestão – European Business School e especialista na área do turismo, em declarações ao Jornal de Notícias.

 “Também poderá estar a dar-se uma reconfiguração do próprio perfil do visitante, cada vez mais de classe média e superior, logo com mais poder de compra”, acrescentou o mesmo docente, num trabalho do diário que dá conta que a guerra no Médio Oriente vai desviar centenas de milhares de turistas, sobretudo britânicos, para Portugal.

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Só da Grã-Bretanha ascendem a 300 mil as pessoas que vão trocar as férias de verão planeadas para destinos no Médio Oriente por Portugal, ao invés de paragens como o Dubai e Abu Dhabi, ambas nos Emirados Árabes Unidos, o Qatar e mesmo a Jordânia, adianta o diário.

“Trata-se de um valor que ronda cerca de 10% do habitual mercado nessa zona do globo, que se aproxima dos três milhões. São turistas que em férias privilegiam a segurança e que já começaram a alterar os seus roteiros inicialmente pensados”, explicou ao JN Miguel Quintas, presidente da Associação Nacional de Agências de Viagem (ANAV).

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