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Fascinado pelo ambiente algo solene das redes profissionais — onde todos parecem ter carreiras exemplares, projetos transformadores e títulos impressionantes — Chris Duffy decidiu fazer uma pequena experiência: criou um perfil e declarou-se CEO do LinkedIn. Não esperava que acontecesse grande coisa. Mas aconteceu.

O CEO que nunca existiu

O silêncio passou a ser visto como prudência estratégica. Nos últimos dois anos, vi este padrão repetir-se: empresas a fazerem mais do que nunca e a dizerem menos do que sempre.

O silêncio também comunica. E nem sempre bem

Há dias circulou uma lista provocadora: 30 profissões que ainda não existem, mas que serão tendência em 2030. Terapeutas de realidade virtual, especialistas em ética de inteligência artificial, analistas de dados de saúde mental, consultores de adaptação climática, designers de órgãos artificiais, gestores de bem-estar digital. Não é ficção científica. É mercado de trabalho.

As 30 profissões de 2030. E Portugal, está a preparar-se para quais?

ONG e empresas desconfiam umas das outras. As primeiras receiam ser instrumentalizadas, perder autonomia ou diluir a causa. As segundas receiam caos, falta de métricas ou histórias emocionais que não cabem em relatórios trimestrais.

“He’s just not that into you”

O que me impressiona é perceber como, nos últimos anos, as pessoas começaram a abdicar umas das outras por divergências ideológicas. Amizades longas interrompem-se, relações familiares ficam em suspenso, grupos (WhatsApp) ficam em silêncio. Não por comportamentos graves, não por faltas de caráter, mas por opiniões políticas transformadas em identidades absolutas.

Quando a política entra pela porta e as pessoas saem pela janela

2026 promete ser a grande recalibração — um ano para tentar alinhar o espírito com a “inflação” (boa sorte a todos) e redefinir prioridades pessoais e profissionais.

2026: a grande recalibração

A forma como uma empresa decide aparecer nesta altura não nasce de um “brainstorming”. Nasce da cultura que existe lá dentro.

O Natal é um bom negócio

As nossas admirações funcionam como espelhos: devolvem-nos as nossas prioridades, fragilidades e ambições. Há quem diga que somos a média das cinco pessoas com quem mais convivemos.

Os heróis que escolhemos

Quando tudo muda a uma velocidade absurda, a filosofia continua a ser a ferramenta mais antiga, mais sólida e mais humana para perceber o que realmente importa.

Precisamos de mais filosofia

Nas lideranças contemporâneas fala-se de empatia, de propósito, de bem-estar, mas todos esses conceitos dependem, em última análise, de uma competência anterior e mais simples: saber prestar atenção.

A arte de saber prestar atenção

As organizações precisam de regras claras: sempre que um texto for gerado por IA, essa informação deve ser declarada. A revisão humana deve ser obrigatória e a voz própria, preservada. As máquinas podem simular empatia, mas não sentir propósito. E é o propósito que distingue o relevante do descartável.

A ficção (corporativa) anda à solta

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