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Chumbo obriga Douro Azul a reformular hotel na escarpa de Gaia

O parecer negativo ao projecto de arquitectura pode inviabilizar o recurso aos fundos comunitários e até colocar em risco o projecto turístico avaliado em 15 milhões de euros, assume Mário Ferreira ao jornal Público.

António Larguesa alarguesa@negocios.pt 01 de Agosto de 2016 às 11:02
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A Direcção Regional de Cultura do Norte chumbou o projecto de arquitectura do hotel temático (na foto) que a Douro Azul pretende construir na escarpa da serra do Pilar, em Vila Nova de Gaia. Em causa está a "volumetria excessiva" do empreendimento com 85 quartos e onze apartamentos numa localização próxima do mosteiro e num terreno junto à ponte Luís I.

 

Segundo disse ao Público o director regional de Cultura, António Ponte, as reuniões realizadas nas últimas semanas com a Câmara de Gaia, liderada pelo socialista Eduardo Vítor Rodrigues, pretendem encontrar uma solução "que tenha em conta não apenas o impacto da obra na escarpa e no monumento próximo, mas em todo o contexto das ribeiras do Porto e de Gaia".

O Wine Lodge Hotel, de cinco estrelas, está avaliado em 15 milhões de euros e pode criar cerca de 80 postos de trabalho. No entanto, com este parecer negativo, que é vinculativo, o projecto corre o risco de ser adiado e até cancelado, uma vez que afecta o acesso a fundos comunitários. Mário Ferreira conta com um apoio de 45% do Portugal 2020, num empréstimo com três anos de carência e reembolsável em sete anos, com 0% de juros.

 

É que para concorrer já a este financiamento europeu, a candidatura – já com um novo plano arquitectónico, que precisa de ser aprovado pelo município gaiense – tinha de ser entregue até ao final de Setembro. E o empresário nortenho avisa que o projecto não avança sem acesso a estes fundos. "É muito difícil chegar a tempo dessa candidatura. E depois, se congelarem os fundos, esse hotel vai ficar parado até se abrir uma nova janela. Fica a perder a cidade, aquela margem, e até pode-se perder a oportunidade de negócio", detalha em declarações ao Público.

 

Mário Ferreira contava arrancar com as obras este Verão, com o objectivo do hotel entrar em funcionamento no final de 2017. Nos seus planos estava a possibilidade dos hóspedes chegarem por água, decorrendo as negociações para a construção "de um táxi aquático de Veneza, para que o mesmo possa fazer transferes gratuitos entre a Ribeira [do Porto] e o hotel". O projecto inclui ainda um restaurante panorâmico e um bar ‘lounge’, duas salas para reuniões ou eventos e uma piscina aquecida com vista sobre o Douro.

 

No âmbito da construção deste projecto, o dono da Douro Azul comprometeu-se também a reabilitar a centenária capela do Senhor d’Além, que se situa nas imediações do empreendimento e está ao abandono há já muitos anos. Construída em 1877 junto à Rua Cabo Simão, na escarpa da serra do Pilar, o pequeno templo é herdeiro do Hospício Carmelita do século XVI.

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