Estoril Sol não apresentou proposta para continuar a explorar Casino da Póvoa
No entanto, a empresa vai explorar o casino durante mais quatro meses com a extensão do contrato atual em vigor.
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A empresa Estoril Sol informou a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), num comunicado assinado no dia 31 de dezembro, mas divulgado nesta sexta-feira, que a sua subsidiária responsável pela exploração do Casino da Póvoa do Varzim, a Varzim Sol, "não apresentou proposta relativamente ao concurso público internacional que ainda decorre para atribuição de uma nova concessão daquela zona de jogo".
A empresa coloca-se assim fora da corrida pela exploração do casino nortenho. Segundo o plano revisto do Governo – pois o original derrapou –, os operadores interessados na concessão de cinco casinos em Portugal deveriam ter entregado as propostas financeiras, incluindo outras contrapartidas que estão dispostos a avançar, até ao dia 31 de dezembro.
E até que a atribuição das novas explorações esteja concluída, o Governo decidiu prorrogar as atuais concessões, a título excecional.
Neste sentido, a Estoril Sol informa também a CMVM que no dia 31 de dezembro assinou uma extensão do contrato de concessão "da exploração de jogos de fortuna ou azar na zona de jogo permanente da Póvoa de Varzim por um prazo de 120 dias, contados de 1 de janeiro de 2026".
Ou seja, a exploração do Casino da Póvoa do Varzim vai prolongar-se até 30 de abril nas mãos da Estoril Sol. A exploração do Casino da Póvoa começou em 1968, na altura pela empresa Sopete, que viria a ser adquirida pela Estoril Sol em 1997.
De recordar que o Governo quer até 100 milhões por ano, durante 15 anos, com os casinos da Póvoa, Espinho e Algarve (sendo que nesta região são três os espaços a explorar: Monte Gordo, Vilamoura e Portimão).
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