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Hotéis portugueses atingem 20,7 milhões de dormidas no primeiro semestre

Os números do INE para o período entre Janeiro e Junho são animadores, com um crescimento generalizado em todas as regiões de Portugal. O maior destaque vai para os Açores, o que poderá estar justificado com a entrada das companhias “low cost”.

Lagoa das Sete Cidades: Carlos e D. Amélia ficaram conquistados. Hoje, a vista é conhecida como Vista do Rei. A Lagoa das Sete Cidades é o maior reservatório de água doce dos Açores e considerada uma das sete maravilhas naturais de Portugal. Diz a lenda que as lágrimas de uma princesa e de um pastor enamorados ditaram as cores azul e verde de cada uma das lagoas.
Miguel Baltazar/Negócios
Wilson Ledo wilsonledo@negocios.pt 14 de Agosto de 2015 às 12:33
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Os hotéis portugueses registaram 20,7 milhões de dormidas no primeiro semestre deste ano, o que representa um crescimento homólogo de 7,3%. Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados esta sexta-feira, 14 de Agosto, mostram ainda uma subida de 8,5% no número de hóspedes, para os 7,7 milhões.

Três em cada quatro dormidas nos hotéis portugueses correspondem a cidadãos residentes no estrangeiro. Em média, cada turista pernoita 2,7 noites, comprovando uma tendência de quebra neste indicador.


As dormidas aumentaram em todas as regiões, mas é para os Açores que vai o grande destaque. O arquipélago – que passou a ter ligações aéreas "low cost" no final de Março – lidera com um crescimento na casa dos 20%. Nas regiões do Norte e do Centro, a subida nas dormidas é superior a 15%.


Em Portugal, o mercado britânico continua a ser o que mais pesa (27%). O INE sublinha ainda o "aumento assinalável" do mercado francês, que ocupa 10% das dormidas de não residentes. Em termos comparativos com o primeiro semestre de 2014, Itália é o país onde o crescimento nas dormidas é maior (28%).


As unidades hoteleiras nacionais obtiveram, em média, uma taxa de ocupação de 40% entre Janeiro e Junho deste ano. Na Madeira, Lisboa, Algarve e Açores, os hotéis estiveram com mais de metade da sua capacidade preenchida.


Neste período, a hotelaria nacional registou proveitos de 994 milhões de euros, representando um crescimento homólogo de 12%.

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