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Onda de ginástica online deve perdurar após a pandemia

A Covid-19 acelerou a adoção de um modelo híbrido de exercícios online/presenciais que mais ginásios físicos provavelmente vão manter quando a pandemia acabar.

Bloomberg 23 de Janeiro de 2021 às 19:00
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Depois de um ano em que as pessoas passaram meses fechadas em casa e com pouco exercício, as resoluções de Ano Novo ganharam um pouco mais de peso em 2021.

O setor do fitness é um exemplo. Apesar de a pandemia ter reduzido a capacidade dos ginásios e fechado alguns completamente, o aumento tradicional de matrículas em janeiro nos Estados Unidos igualou - e de certa forma superou - as de anos anteriores. Esta evolução poderá estar relacionada com o previsível boom das aulas online e com a tendência de cuidar da saúde física e mental.

"Não se trata de metas para vestir um biquíni, porque quem sabe quando vamos sair de férias novamente", disse Josh McCarter, diretor-presidente da plataforma de reservas de fitness MindBody. "A Covid-19 levou as pessoas a pensarem sobre saúde de forma mais holística."

A MindBody disse que deve igualar o aumento típico de 30% que costuma ver no Ano Novo, em grande parte graças aos treinos virtuais. Cerca de 50% das reservas virtuais da plataforma agora são para ioga, à medida que mais clientes procuram aulas deste tipo. "Além do bem-estar físico, a boa forma emocional, mental e espiritual tornou-se uma prioridade maior."

A transição para os exercícios online leva os especialistas a estimarem que esta será uma mudança permanente na forma como funciona o setor 32 mil milhões de dólares. Enquanto 75% dos consumidores pesquisados disseram que vão regressar no futuro às rotinas pré-pandémicas e ao ginásio real, muitos indicaram que manterão uma componente virtual, um fenómeno com amplas implicações para o setor.

A Covid-19 acelerou a adoção de um modelo híbrido de exercícios online/presenciais que mais ginásios físicos provavelmente vão manter quando a pandemia acabar. Proprietários de academias de ginástica que enfrentam queda do número de associados correram para se adaptar à tendência: 72% oferecem agora exercícios em grupo com transmissão ao vivo, quando em 2019 o peso era de apenas 25%, de acordo com a firma de pesquisa de fitness ClubIntel.

No pico de fechos de ginásio em março passado, McCarter disse que as reservas de aulas em todos os lugares caíram até 85%. Nos Estados Unidos, o retorno às aulas presenciais tem sido irregular, em parte devido às várias restrições estaduais e locais. Em Nova Iorque e na Califórnia, por exemplo, as reservas equivaliam a cerca de 50% dos números de 2019, enquanto em estados como Arizona e Geórgia caíram apenas 15%.

Estilos de vida que se tornaram repentinamente sedentários - sem deslocações para o trabalho, sem viagens e muito trabalho em casa e aulas online - alteraram os regimes de condicionamento físico.

Um estudo realizado em novembro pela ClubIntel com 2 mil membros de ginásios dos EUA revelou que 54% dos entrevistados tinham suspendido ou cancelado os seus planos.

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