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Turismo mantém crescimento a dois dígitos com preços mais altos

Mais turistas, mais dormidas, maiores retornos para a hotelaria portuguesa. O ano de 2016 promete ser animador, mesmo com uma “desaceleração” no ritmo de crescimento. A estada média continua a ser o “calcanhar de Aquiles”.

EPIC SANA Algarve Hotel: Europe's Leading MICE Hotel
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Wilson Ledo wilsonledo@negocios.pt 15 de Setembro de 2016 às 12:26
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O turismo português continua a ver os seus principais indicadores a crescer a um ritmo de dois dígitos. Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística divulgados esta quinta-feira, 15 de Setembro, comprovam-no.

Nos primeiros sete meses do ano, Portugal registou 10,6 milhões de hóspedes e 29,6 milhões de dormidas nos hotéis nacionais. Ambos os indicadores com subidas na casa dos 10%. Sete em cada dez dormidas foram de cidadãos estrangeiros.


Considerando que existiu uma "desaceleração acentuada" do mercado interno e "moderada" dos mercados externos, o INE dá conta que até Julho a estada média se viu reduzida para as 2,79 noites. Conclusão: há mais hóspedes, mas ficam menos tempo.


Entre Janeiro e Julho, a taxa de ocupação também subiu para os 46,6%. Já o rendimento que os hoteleiros conseguem com cada quarto comprova a dinâmica de subida de preços, com um retorno médio de 38,9 euros a nível nacional (mais 13,4%). Neste período, os proveitos totais foram de 1,5 mil milhões de euros, uma subida de 16,7%.


Se analisados só os resultados de Julho, os números mostram a dinâmica de Verão e o seu reflexo no preço. Neste mês registaram-se 2,1 milhões de hóspedes (mais 10,2%) e 6,5 milhões de dormidas (mais 7%). Os estrangeiros representaram também sete em cada 10 dormidas.


A estada média fixou-se nas 3,13 noites, acima dos primeiros sete meses de 2016, a taxa de ocupação nos 65% e o retorno médio por quarto nos 63,6 euros.


Reino Unido e Espanha continuam a ser as principais origens de visitantes. Contudo são outros os países a protagonizar os maiores aumentos na presença de turistas até Julho: Estados Unidos da América (22,8%), Polónia (21,8%) e França (18,6%).


Só em Julho, o Algarve representou 40% do total de dormidas em Portugal, com o maior rendimento médio por quarto: 90,5 euros. De Janeiro a Julho, esse peso nas dormidas é ligeiramente inferior, fixando-se nos 34%, devido aos efeitos da sazonalidade. Em termos homólogos, a região sobe 4% em Julho e 10% no acumulado.


Em destaque no crescimento entre Janeiro e Julho estão Açores (25%) e Norte (15%). Neste período, além do Algarve, também o Alentejo sobe a dois dígitos no número de dormidas.

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