A sua semana dia a dia: Davos, Eurogrupo, leilão de BT e contas da Netflix

A semana vai estar repleta de novos indicadores para medir o pulso às economias. É também altura do Fórum anual de Davos e do arranque de contas das tecnológicas nos EUA.
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Carla Pedro 18 de Janeiro de 2026 às 17:00
Segunda-feira A semana de Davos

Arranca a reunião anual do Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça. Esta 56.ª edição – que reunirá centenas de líderes políticos, económicos e empresariais – estará focada na resiliência, competitividade e crescimento inclusivo e decorre até sexta-feira, 23 de janeiro.

Segunda-feira Reunião do Eurogrupo em foco

Os ministros das Finanças da Zona Euro reúnem-se em Bruxelas, tendo na agenda o processo de seleção do vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), . Neste primeiro Eurogrupo presidido por Kyriakos Pierrakakis serão também debatidas recomendações para a Zona Euro em 2026 (discussão das prioridades) e o alargamento do bloco, com uma atualização sobre a transição da Bulgária para a moeda única. No dia seguinte decorre o Ecofin – em que os ministros das Finanças e da Economia dos Estados-membros da União Europeia se reúnem para a o Conselho dos Assuntos Económicos e Financeiro.    

Segunda-feira Inflação na Zona Euro centra atenções

São divulgados os números finais da inflação de dezembro na Zona Euro. Segundo a estimativa rápida revelada a 7 de janeiro pelo Gabinete de Estatísticas da União Europeia (Eurostat), a inflação na Zona Euro desceu em dezembro para 2% – que é a meta traçada pelo BCE. A confirmar-se, representa uma descida de 0,1 pontos percentuais face a novembro e fica significativamente abaixo do valor de dezembro de 2024 (2,4%). Por cá, o Banco de Portugal divulga os dados da balança de pagamentos referentes a novembro.    

Terça-feira Netflix dá pontapé de saída nas contas das "big tech"

A Netflix apresenta os resultados do seu quarto trimestre fiscal (e do exercício completo), inaugurando o calendário de reporte de contas das grandes “tech” dos EUA. E o cenário é promissor, já que se espera os lucros da gigante do "streaming" aumentem 27,7% face ao período homólogo de 2024, para 2,39 mil milhões de dólares, e que as receitas pulem 16,8% para 11,97 mil milhões. A Netflix deixou de dizer quantos subscritores tem, pelo que os investidores prestarão especial atenção ao “engagement” (horas consumidas). Na semana seguinte, a 28 de janeiro, é dado o pontapé de saída na divulgação dos números trimestrais das chamadas sete magníficas das tecnologias, com os números da Tesla, Microsoft e Meta. A 4 de fevereiro será a vez da Alphabet, com a Amazon a fazê-lo no dia seguinte. A Nvidia fecha o ciclo de contas das “7 Mag”, a 25 de fevereiro.

Terça-feira INE revela preços na produção industrial

Por cá, o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulga os índices de preços na produção industrial, relativos a dezembro. Já o Banco de Portugal apresenta as estatísticas de títulos – as carteiras de novembro e as emissões de dezembro.

Terça-feira Novos indicadores na Europa e EUA

São divulgados novos dados na Europa, com destaque para o índice ZEW do sentimento económico de janeiro na Alemanha e na Zona Euro. Destaque também para as contas correntes de novembro na Zona Euro e em Itália, bem como para os números do desemprego no Reino Unido e da balança comercial em Espanha – ambos relativos a novembro. Nos Estados Unidos é dado a conhecer o relatório da ADP sobre a criação de emprego no setor privado do país durante a semana precedente.

Quarta-feira Leilão de dívida por cá

O instituto que gere a dívida pública regressa ao mercado com uma emissão de bilhetes do Tesouro (BT) a 12 meses. O objetivo do IGCP é angariar entre 1.000 e 1.250 milhões de euros.

Quarta-feira Lagarde fala em Davos

A presidente do BCE, Christine Lagarde, participa em dois painéis “Stakeholder Dialogue”, no Fórum Económico Mundial de Davos. O primeiro tem como tema uma década de “déjà vu”: serão os anos de 2020 os novos anos de 1920?. O segundo debruça-se sobre o “segundo ato do Mercado Único da União Europeia”.

Quarta-feira Novos dados do INE e BdP

Por cá, o INE divulga os indicadores de conjuntura relativos a dezembro e as taxas de juro implícitas no crédito à habitação, também referentes ao mês passado. Já o Banco de Portugal (BdP) dá conta da dívida e do financiamento das administrações públicas em novembro. No resto da Europa, destaque para os dados da inflação de dezembro no Reino Unido.

Quarta-feira Relatório da AIE e stocks de crude

A Agência Internacional da Energia (AIE) publica o seu relatório mensal sobre o mercado petrolífero. No dia seguinte, a Administração de Informação em Energia (IEA, na sigla original, que está sob a tutela do Departamento norte-americano da Energia), divulga os níveis da semana precedente relativos aos inventários de crude dos EUA, bem como os stocks de destilados e gasolina.

Quinta-feira Relatos do BCE em foco

São divulgados os relatos do Banco Central Europeu (BCE) sobre a sua última reunião de política monetária. A autoridade monetária liderada por Christine Lagarde anunciou a 18 de dezembro que os juros na Zona Euro se mantinham inalterados, com a taxa de referência nos 2%. A decisão já era esperada pelo mercado e seguiu-se a um ciclo de descidas, num total de 200 pontos-base entre junho de 2024 e junho de 2025.    

Quinta-feira Confiança do consumidor no Euro

É divulgada a estimativa rápida de janeiro para a confiança do consumidor na Zona Euro. Por cá, o Banco de Portugal apresenta a nota de informação estatística sobre o endividamento do setor não financeiro em novembro.

Quinta-feira Números frescos nos Estados Unidos

Nos EUA continuam a ser divulgados muitos dados que ficaram atrasados devido ao “shutdown” (paralisação) parcial dos serviços federais do país que teve início a 1 de outubro e que durou 43 dias. Só a 13 de novembro é que o Governo “reabriu”. Serão dados a conhecer os números finais do PIB do terceiro trimestre, bem como os dados de outubro, de novembro e do terceiro trimestre do PCE (índice de preços de consumo pessoal), que é o indicador de inflação preferido da Fed para a sua meta flexível de 2%. Destaque ainda para a evolução dos novos pedidos de subsídio de desemprego na semana terminada a 17 de janeiro. O consenso de mercado estima que as novas solicitações deste apoio estatal na semana passada possam ter ascendido a 195.000 – a acontecer, será um recuo face aos 198.000 pedidos da semana precedente.

Sexta-feira Banco do Japão mantém juros

O Banco do Japão (BoJ) anuncia a sua decisão de política monetária e espera-se que os juros de referência se mantenham em 0,75%. Foi a 19 de dezembro que o BoJ subiu a taxa de referência para este nível – o mais elevado desde 1995. O aperto monetário no Japão começou em março de 2024, após uma década de taxas de juro ultrabaixas. No entanto, em 2025, só procedeu a duas subidas: em janeiro e em dezembro. Segundo economistas citados pela Reuters, o Banco do Japão deverá esperar por julho para voltar a elevar os juros diretores. Nesta sexta-feira será também dia de o Japão dar a conhecer os valores da inflação de dezembro.    

Sexta-feira Novos indicadores na Europa

É divulgada a estimativa rápida de janeiro para os índices dos gestores de compras (PMI) na Zona Euro, medidos pelo Hamburg Commercial Bank (HCOB). Serão divulgados os PMI compósitos, bem como os dados desagregados para a indústria e os serviços. Serão também veiculados os mesmos indicadores para França e Alemanha. O Reino Unido e os EUA dão a conhecer os mesmos dados, cujas sondagens são reunidas pela S&P. Há ainda a ter em atenção a confiança dos empresários franceses, relativa a janeiro, bem como as vendas a retalho de dezembro no Reino Unido.

Sexta-feira Plataformas de petróleo e gás em números

A Baker Hughes, fornecedora norte-americana de serviços a campos petrolíferos, divulga o relatório semanal sobre o número de plataformas de petróleo e gás nos Estados Unidos.

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