Analistas avaliam Galp abaixo do valor de mercado
Em média, os analistas apontam para um valor de 6,32 euros por cada acção da Galp, preço que resulta de três "targets" abaixo da cotação de 6,44 euros a que encerraram as acções da petrolífera na passada sexta-feira, e de apenas dois preços-alvo superiores.
Esta avaliação média é inferior em 1,86% à cotação de fecho, mas fica 8,78% acima do preço de venda das acções na OPV (5,81 euros) e 14,49% acima do valor a que os pequenos subscritores adquiriram as acções (5,52 euros).
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O BPI foi o último a iniciar a cobertura dos títulos da petrolífera portuguesa, com uma avaliação de 6,40 euros por acção. Na semana anterior, o Millennium bcp investimento tinha também iniciado a cobertura das acções da Galp com um preço-objectivo de 6,00 euros, o mais baixo entre os bancos de investimento.
Ao BPI e ao Millennium junta-se também a Morgan Stanley – a única casa de investimento internacional a seguir as acções da empresa nacional – que tem um valor de 6,30 euros para a Galp, e uma recomendação de "equal weight", fruto já de um redução dos anteriores 6,45 euros que atribuía à empresa.
As excepções são o Caixa Banco de Investimento (CaixaBI) e a Espírito Santo Research. Esta tem uma recomendação de "neutral" para a Galp e um "target" de 6,60 euros, enquanto a CaixaBI destaca-se com uma avaliação de 7,15 euros atribuída pela analista Susana Neto, que colocou a empresa em "acumular".
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Da análise às várias avaliações realizadas pelos bancos de investimento, chega-se à conclusão de que os analistas atribuem à empresa um potencial de subida máximo de 11%, com base no "target" do CaixaBI, e uma queda potencial de 6,83%, dado os 6,00 euros definidos pelo Millennium, comparativamente à cotação de fecho.
Os pontos fortes e fracos da Galp
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Na nota para clientes em que o BPI iniciou a cobertura das acções da Galp, o banco de investimento traça a evolução desde a estreia em bolsa da petrolífera, em Outubro do ano passado, afirmando que depois da oferta pública inicial (IPO) as acções "registaram uma boa performance, suportadas pela forte procura", com vários investidores a reforçarem (Amorim Energia) ou a adquirirem posições no capital da empresa (Banco BPI e Caixa Galicia).
Desde que começou a cotar no mercado nacional e até ao final do ano passado, os títulos da Galp Energia registaram uma valorização de 19% para encerrarem 2006 a cotar nos 6,94 euros. Para esta performance, além da forte procura por acções, contribuíram também os "bons resultados da exploração no Brasil" e os resultados do terceiro trimestre, refere o BPI.
Para os próximos meses, o banco de investimento espera mais notícias positivas para a Galp, referindo em especial as questões de regulação, considerando "a proposta da ERSE como o pior cenário", salientando também a evolução da exploração e produção petrolífera, bem como das energias renováveis.
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Mas nem tudo será positivo, a "energia" da Galp poderá sofrer algumas penalizações, sendo o efeito dos "stocks" um dos dados que mais deverão pesar nos resultados do último trimestre. Além disso, o banco de investimento alerta também para o fim do período de indisponibilidade das acções para os pequenos subscritores, no dia 22 de Janeiro. E também para os grandes accionistas, como "a Iberdrola, em Abril, o que deverá colocar alguma pressão sobre as acções".
O aproximar da data de início da negociação das acções adquiridas pelos pequenos subscritores e a queda dos preços do petróleo estão a pressionar as acções da Galp, que ontem perderam 1,23%, acumulando uma desvalorização de 7,2% desde o início do ano.
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