CMVM confirma contactos entre a Votorantim e CGD
Em causa está a comunicações feita pela Caixa Geral de Depósitos (CGD), no dia 21 de Janeiro, que revelava ter sido contactada para estabelecer um acordo “que promovesse a estabilidade accionista da Cimpor”.
Esta declaração “desencadeou uma averiguação da CMVM de forma a apurar da existência de algum acordo entre accionistas que implicasse qualquer imputação recíproca de direitos de voto não divulgada ao mercado”, revela um comunicado emitido pelo supervisor.
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Esclarece hoje a CMVM que o contacto foi feito pela Votorantim, “que não detém participação na Cimpor”.
O Negócios publicou hoje na edição em papel que a Votorantim e a CGD podem vir a celebrar um acordo parassocial na Cimpor, que promova a estabilidade.
A CMVM adianta hoje que o banco estatal esclareceu “que a celebração de qualquer eventual acordo daquele tipo apenas é susceptível de vir a ocorrer na eventualidade da Votorantim se tornar accionista da Cimpor e, também, de a participação da Votorantim na Cimpor, adicionada à participação da CGD na mesma sociedade, não ultrapassar 1/3 do capital social”.
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A eventualidade de a Votorantim se tornar accionista poderá passar por um acordo com a Lafarge. As empresas têm estado em conversações com vista à troca dos 17,3% que os franceses detêm na empresa portuguesa por activos cimenteiros no Brasil. Um negócio que carece ainda de uma avaliação independente aos activos que interessam à Lafarge.
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