«Commodities» e juros arrasam bolsas europeias
As bolsas europeias registaram novamente quedas acentuadas recuando para mínimos de quatro meses e em alguns casos anulando mesmo os ganhos que tinham vindo a acumular desde o início do ano. A exercer pressão esteve a descida das «commodities» e a preocupação com a subida de juros nos Estados Unidos e na Europa que continua elevada.
O Dow Jones Stoxx 50 cedeu 2,28% para 3.282,65 pontos, em mínimos de Novembro.
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O aumento do preço do dinheiro «só pode levar a um abrandamento do crescimento económico» afirmou à Bloomberg um responsável de investimentos do Barclays, Gary Dugan. «Agora não é o momento para saltar para mercados de risco» como as acções e as «commodities».
Os dados económicos continuam a revelar que as economias dos dois lados do Atlântico continuam a melhorar, o que aumenta a especulação em torno de subidas de juro, um factor que tem vindo a pressionar a negociação bolsista.
De acordo com a Bloomberg, os investidores estão a refugiar-se em activos «mais seguros» como o caso das obrigações.
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Os mercados emergentes também não estão a escapar às descidas, registando hoje a décima queda consecutiva, o que representa o maior período de desvalorizações em quase oito anos.
A queda da maioria das praças europeias foi acentuada, com os principais índices a perderem novamente mais de 2% e a recuarem para níveis de Janeiro e em alguns casos a anular mesmo os ganhos que as bolsas tinham vindo a acumular.
O IBEX [ibex] caiu 2,84% para 10.950,20 pontos, o que representa o nível mais baixo desde Janeiro. As quedas acentuadas percorreram praticamente todos os sectores, destacando-se a banca, com o Santander a recuar mais de 3%.
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O FTSE cedeu 2,2% para 5.532,70 pontos, anulando os ganhos acumulados durante o início do ano. As petrolíferas acabaram por também exercer pressão, num dia em que o petróleo voltou a cair e a negociar abaixo dos 69 dólares. A BP desceu mais de 2% e a Royal Dutch Shell recuou 1,27%.
O principal índice alemão, o DAX [dax] encerrou a negociar no nível mais baixo desde Janeiro, ao recuar 2,22% para 5.546,24 pontos, num dia em que o Detsche Bank caiu 3,1% para os 88,18 euros.
O CAC [cac] francês deslizou para os 4.813,50 pontos, ao perder 2.65%, o que também representa o valor mais reduzido desde o primeiro mês deste ano. Na sessão de hoje, no principal índice parisiense destaque para as acções da Lafarge que escorregaram 6% para os 89,25 euros.
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Em Amesterdão, o AEX [aex] recuou para o nível mais baixo desde Dezembro de 2005 ao perder 2,32% para os 428,78 pontos, com a Aegon e a ING Groep a caírem mais de 3%.
As bolsas europeias chegaram, no primeiro trimestre, a tocar em níveis de 2001, impulsionadas por dados económicos que apontavam para uma recuperação económica e pelos anúncios de fusões e aquisições que envolveram empresas europeias.
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