Euro funcionou como moeda refúgio em momentos de aversão ao risco em 2025
O euro funcionou como moeda refúgio em momentos de aversão ao risco em 2025 e no início de 2026 e apreciou-se, mas voltou a desvalorizar-se depois do início da guerra no Irão, segundo o Banco Central Europeu (BCE).
Os momentos em que o euro atuou como moeda-refúgio foram, por exemplo, em 2 de abril de 2025, quando a Administração de Donald Trump introduziu tarifas que desencadearam uma forte volatilidade nos mercados financeiros globais e uma apreciação considerável do euro em relação a moedas-refúgio tradicionais como o franco suíço e o iene.
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Pelo contrário, o dólar depreciou-se e a rentabilidade dos títulos do Tesouro dos EUA subiram, uma correlação atípica em momentos de aversão ao risco, acrescenta o BCE no relatório sobre o papel internacional do euro em 2025, publicado esta terça-feira.
O mesmo ocorreu depois das ameaças dos Estados Unidos de aumentar as tarifas sobre as importações europeias devido ao aumento das tensões em relação à Gronelândia.
"Por outro lado, desde o início da guerra no Médio Oriente, a taxa de câmbio do euro desvalorizou-se" depois do aumento dos preços do petróleo, acrescenta o BCE no relatório.
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A utilização internacional do euro aumentou em 2025 de forma moderada para 20%, continuando assim a tendência de alta gradual, mas constante, observada desde a invasão da Rússia da Crimeia em 2014.
O uso global do euro aumentou 1,5 pontos percentuais desde que as tensões geopolíticas escalaram devido à invasão russa da Crimeia.
Desde 2014, o euro tem permanecido como a segunda moeda mais importante do mundo. "Mas, ao mesmo tempo, não há lugar para a autocomplacência. As forças de fragmentação tornam-se mais pronunciadas. As tensões geopolíticas continuam a impulsionar uma forte procura de ouro dos bancos centrais", adverte a presidente do BCE, Christine Lagarde, no relatório.
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Alguns países avançam no uso de sistemas de pagamento transfronteiriços alternativos baseados em tecnologias digitais. Da mesma forma, aumenta o uso de moedas não tradicionais como o renminbi chinês nas faturas do comércio internacional.
Lagarde destaca no relatório que a emissão internacional de dívida denominada em euros alcançou em 2025 o máximo desde a criação da moeda, depois de aumentar 30% em relação a 2024. Além disso, "o euro tornou-se a moeda líder no mercado internacional de títulos verdes e sustentáveis", segundo Lagarde.
As entradas de carteira estrangeiras na zona euro foram significativas em 2025, de acordo com o relatório.
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