FMI e Banco Mundial alertam para escassez de petróleo sem reabertura rápida de Estreito de Ormuz

"Os stocks globais de petróleo estão a diminuir a um ritmo recorde devido à grande perda de carregamentos que passam pelo Estreito de Ormuz", alertaram o FMI, o Banco Mundial, a Agência Internacional de Energia (AIE) e a Organização Mundial do Comércio (OMC) numa declaração conjunta após uma reunião dos seus líderes.
Kristalina Georgieva, diretora-geral do FMI
Jim Lo Scalzo / EPA
Lusa 23:01

O Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial e as agências globais de energia e comércio alertaram esta sexta-feira para uma potencial escassez de petróleo este verão, caso o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz não seja rapidamente normalizado.

"Os stocks globais de petróleo estão a diminuir a um ritmo recorde devido à grande perda de carregamentos que passam pelo Estreito de Ormuz", alertaram o FMI, o Banco Mundial, a Agência Internacional de Energia (AIE) e a Organização Mundial do Comércio (OMC) numa declaração conjunta após uma reunião dos seus líderes.

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"Se o tráfego marítimo não regressar à normalidade, uma redução rápida e sustentada dos stocks globais antes do pico da procura de verão no Hemisfério Norte representaria um risco acrescido para a segurança energética (...) e, de forma mais ampla, para a resiliência da economia", advertiram.

Iniciada a 28 de fevereiro, a campanha militar de Estados Unidos e Israel contra o Irão levou a República Islâmica a responder declarando o fecho do Estreito de Ormuz, uma via fundamental para o transporte global de petróleo e gás, e a atacar instalações petrolíferas de países vizinhos, afetando o fornecimento global de energia.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que decidiria hoje sobre um possível acordo com o Irão para prolongar o cessar-fogo em vigor, que necessitaria de incluir a abertura do Estreito de Ormuz e o desmantelamento da capacidade de Teerão de produzir armas nucleares.

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Segundo a declaração das quatro instituições globais, a economia mundial continua resiliente, mas o conflito está a afetar desproporcionalmente os países mais pobres, com o aumento dos preços dos combustíveis e dos fertilizantes, da crescente incerteza e dos riscos para o emprego.

A diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, afirmou em meados de abril nas reuniões de Primavera das instituições de Bretton Woods que a instituição estava preparada para lidar com um aumento súbito dos pedidos de assistência de países em dificuldades.

Na altura, Georgieva estimou que, em resultado da guerra, poderiam ser necessários entre 20 mil milhões e 50 mil milhões de dólares (17,1 mil milhões e 42,9 mil milhões de euros) em ajuda adicional.

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