Irão já respondeu à proposta dos EUA para acabar com a guerra

Demorou, mas o Irão finalmente enviou ao Paquistão a resposta à proposta apresentada pelos EUA para terminar a guerra que dura já há mais de 10 semanas. O fim das hostilidades está no topo das preocupações.
Tensão no Estreito de Ormuz ameaça acordo EUA-Irão.
Marine Traffic/Open Street Map
Paulo Moutinho 14:18

Os EUA apresentaram uma proposta para chegar a um acordo com o Irão com vista ao fim das hostilidades. O Irão demorou a responder à missiva, mas fê-lo este domingo, 10 de maio, através do Paquistão, que tem servido como mediador entre os dois lados na busca pela conclusão de uma guerra que dura há semanas.

"A República Islâmica do Irão enviou hoje, através de mediadores paquistaneses, a sua resposta ao mais recente texto proposto pelos Estados Unidos para pôr fim à guerra", de acordo com a IRNA, citada pelas agências noticiosas internacionais.

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“Os paquistaneses estão a confirmar que receberam a resposta iraniana à proposta dos EUA”, disse Kamal Hyder, repórter da Al Jazeera em Islamabad. “Agora que o Paquistão a recebeu, será importante observar quando será comunicada aos Estados Unidos e depois ver a reação de Washington”, acrescentou.

Não existem grandes detalhes sobre a resposta iraniana, mas agência de notícias IRNA noticiou no domingo que, de acordo com o plano proposto, a primeira etapa das negociações terá como foco o fim das hostilidades entre os dois países. A resposta de Teerão centrou-se no “fim da guerra e na segurança marítima”, sendo que o Irão quer também o fim da guerra no Líbano.

A guerra dos EUA e de Israel contra o Irão começou no final de fevereiro. Já passaram mais de 10 semanas, com alguns cessar-fogo pelo meio, sendo que desde então o estreito de Ormuz tem estado praticamente bloqueado.

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O Irão tem utilizado o estreito por onde passa 20% de todo o petróleo mundial, mas também muito gás natural e fertilizantes, como arma contra os EUA. Esta forma de retaliação está a ter impacto em todo o mundo através das cotações do petróleo que desde então superaram a fasquia dos 100 dólares.

Os EUA esperam que se possa avançar com um acordo, mas Donald Trump salientou, no final da semana passada, que se não houver, irá reativar a Operação Projeto Liberdade para escoltar navios presos no estreito de Ormuz.

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