Italiana Leonardo derrapa 8% em bolsa com Meloni a preparar-se para nomear novo CEO
As ações da Leonardo registaram nesta terça-feira, 7 de abril, a maior queda intradiária em quase oito meses, numa altura em que o Governo do país se prepara para destituir o CEO da mais importante empresa de defesa do país, Roberto Cingolani.
A Leonardo encerrou a sessão com uma queda de 8,05%, a mais expressiva desde meados de agosto do ano passado.
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Um novo CEO poderá ser nomeado ainda esta semana, informou a Bloomberg na segunda-feira. Alessandro Ercolani, executivo da Rheinmetall Italia, e Lorenzo Mariani, gestor da MBDA Missile Systems Services, são os principais candidatos apontados ao cargo, segundo fontes familiarizadas com o assunto e citadas pela agência de notícias financeiras.
A primeira-ministra Giorgia Meloni tem vindo a discutir com parceiros da coligação governamental a alteração de executivos em várias empresas onde o Estado conta com uma participação. E a Leonardo é um destes casos. O Estado italiano é mesmo o maior acionista da empresa aeroespacial e de defesa, contando com uma participação de mais de 30%.
Roberto Cingolani, de 64 anos e que serviu como ministro para a Transição Energética do anterior governo de Mario Draghi, foi nomeado para o cargo na Leonardo em 2023 pelo Executivo de Meloni.
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O ex-ministro tem vindo a reestruturar a empresa através da criação de novas alianças, incluindo com a alemã Rheinmetall e a turca Baykar Technologies. Além disso, no final do ano passado, assinou um memorando de entendimento com a Airbus e a Thales para formar uma nova empresa de satélites para competir com a ‘Starlink’, de Elon Musk.
A saída de Cingolani surgiu como uma surpresa para os mercados, já que se esperava que o líder da Leonardo fosse reconduzido no cargo,tendo consistentemente superado as metas financeiras. A receita da gigante da defesa atingiu 19,5 mil milhões de euros em 2025, um aumento de 28% em relação a 2023.
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O jornal La Repubblica noticiou no fim de semana que Cingolani foi deixado de fora da lista de candidatos ao conselho de administração da empresa proposta pelo Governo.
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