Líquidos, transparentes, baratos. Investimento em ETF pode chegar aos 25 biliões em 2030
O ano que passou foi de recordes para os ETF (exchange-traded funds, fundos que replicam o desempenho de um índice, ativo ou cabaz de ativos). O aumento da procura fez com que, só nos EUA, fossem captados, em 2025, 1,46 biliões de dólares, superando a marca de 2024 por 350 mil milhões.
E o interesse não deverá ficar por aqui. "O valor total neste momento [de dinheiro investido em ETF] anda à roda dos 15 biliões. Antecipa-se que em 2030 poderemos ter qualquer coisa como 25 biliões", explica José Pereira da Silva, Treasure Department Head do Bison Bank, em entrevista ao programa do Negócios no canal NOW.
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Além do aumento da oferta, o interesse crescente por este instrumento advém das suas características: são produtos de elevada líquidez, cotados, transparentes, de custos reduzidos e fácil acessibilidade. "Se me permite uma analogia, o acesso que temos hoje em dia aos filmes e às séries através do streaming, é, no fundo, aquilo que o ETF representa, ou seja, é um instrumento que além de estar disponível de uma forma muito funcional, tem muita liquidez, tem muita transparência, tem a cotação diária", aponta.
Portugal segue a tendência mundial de procura crescente por ETF, até porque o mercado nacional é limitado. "O investidor que queira estimular os seus investimentos e a sua política de investimento tem sempre que ir para outros mercados além do doméstico de Portugal. Depois, a própria literacia financeira dos portugueses, e mais ainda nos jovens, tem sentido crescente. Sendo o ETF um produto muito acessível, faz com que Portugal seja um país típico daquilo que podemos antecipar como crescimento para o ETF", afirma Pereira da Silva.
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