OPEP descarta nova redução da produção nas próximas semanas
O petróleo desvalorizava quase 1% no dia em que Mohammed Barkindo, actual secretário-geral da OPEP, afirmou que a organização dos países produtores de petróleo não está a ponderar, para já, um novo corte na produção com vista a sustentar um aumento dos preços.
O crude perdia 0,93% para os 58,42 dólares enquanto o "bremt" escorregava 0,83% para os 58,75 dólares.
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"O mercado está enganado sobre o compromisso da OPEP. Teremos de esperar pelo menos um mês para avaliar o impacto da decisão da OPEP", disse Barkindo, referindo-se à opção, anunciada a 20 de Outubro pelo cartel, de reduzir a produção diária em 1,2 milhões de barris para contrariar a queda das cotações do "ouro negro".
Desde então, diversos dirigentes dos países produtores deram porém indicações de que seria necessário uma nova redução da produção para sustentar os preços.
É o caso do ministro do Petróleo iraniano, Kazem Vaziri-Hamaneh, que hoje mesmo voltou a defender a necessidade de um corte adicional na produção, algo que poderá ser decidido na próxima reunião do cartel marcada para 14 de Dezembro em Abuja, na Nigéria.
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O secretário-geral da OPEP garantiu hoje, porém, que "a nossa maior preocupação é reequilibrar o mercado".
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