Wall Street desvaloriza mais de 5% na maior queda desde 2008

S&P 500 caiu quase 7%, com as 500 cotadas em terreno negativo. A desvalorização de 11% das últimas três sessões é a maior desde 2008. O Dow Jones já desceu abaixo da barreira dos 11.000 pontos. O Bank of America é a imagem das descidas no outro lado do Atlântico, ao afundar 20%.
Diogo Cavaleiro 08 de Agosto de 2011 às 21:53

O S&P 500 resvalou 6,66% para 1.119,46 pontos, um mínimo de Setembro de 2009. Dos seus 500 membros, nem um conseguiu escapar ao vermelho. Nas últimas 11 sessões, o índice fechou no vermelho em 10. Nas últimas três, a queda totaliza 11%, a maior sequência de perdas desde Novembro de 2008, de acordo com a Bloomberg.

O Dow Jones também ficou com as 30 cotadas em terreno negativo. O índice industrial encerrou nos 10.809,85 pontos, recuando 5,55%. O Dow Jones voltou a descer abaixo da “barreira” dos 11.000 pontos quando, na segunda-feira da semana passada, estava acima dos 12.000 pontos. Por sua vez, o tecnológico Nasdaq resvalou 6,90% para 2.357,69 pontos. Ambos estão em mínimos de Outubro de 2010.

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Os três índices registaram quedas que não se verificavam desde a sessão de 1 de Dezembro de 2008. Nesse dia, não foram os receios de uma recessão mas foi sim a confirmação de que a economia estava a perder valor há um ano que levou os índices a caírem cerca de 8%.

Hoje, foram precisamente os medos de que a economia norte-americana possa entrar novamente em recessão que levaram às quedas abruptas em bolsa. Depois de semanas marcadas pela instabilidade na Europa, com a crise da dívida, e nos Estados Unidos, com a indefinição sobre uma possível entrada em falência, as bolsas estão agora a ser pressionadas pelo corte de “rating” da dívida norte-americana por parte da Standard & Poor’s. A agência de notação financeira retirou a notação máxima da dívida dos EUA na sexta-feira à noite.

Wall Street tinha já começado a sessão de hoje a cair, mas intensificou as perdas após o discurso de Barack Obama. O presidente dos Estados Unidos disse que o país será “sempre um país de triplo A”, mesmo depois da redução da classificação de risco que a S&P lhe impôs.

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"Não precisamos que uma agência de rating nos diga o que fazer", disse Obama numa conferência de imprensa na Casa Branca. Ainda assim, o presidente da maior economia do mundo admitiu que a dívida do país enfrenta um grave problema. Declarou ainda que falta de vontade política para o resolver. O discurso trouxe ainda mais pressão para os mercados.

Em relação a cotações de empresas, a Caterpillar deslizou 9,2%, enquanto a Chevron caiu 7,5%, com a desvalorização do petróleo.

O Bank of America recuou 20% e desceu para mínimos de Março de 2009. Em cada uma das duas últimas sessões, tinha já perdido mais de 7%.

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