IMF – BCE e FED mantêm taxas inalteradas
O Banco Central Europeu manteve as taxas de juro inalteradas, alertando que a guerra no Médio Oriente está a agravar os riscos para a inflação e o crescimento na zona euro. A subida dos preços da energia, após o conflito entre EUA, Israel e Irão, poderá pressionar a inflação no curto prazo, enquanto o impacto no médio prazo dependerá da duração e intensidade do choque. As novas projeções apontam para uma inflação de 2,6% em 2026 (em comparação com os 1,9% previstos em dezembro), 2,0% em 2027 (vs. 1,8%) e 2,1% em 2028 (vs. 2,0%). Em relação ao crescimento, as projeções apontam para 0,9% em 2026 (face aos 1,2% anteriores), 1,3% em 2027 (vs. 1,4%) e 1,4% em 2028. Também a FED manteve as taxas de juro inalteradas esta semana, neste caso no intervalo 3,50%-3,75%, como esperado, e reviu em alta as perspetivas de inflação, antecipando apenas um corte de 0,25 pontos percentuais em 2026.
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O Eur/Usd iniciou a semana nos $1,1410, próximo de um suporte robusto no nível dos $1,14. Desde então, o par apresentou um sentimento positivo nas primeiras sessões. Após atingir os $1,1550, corrigiu ligeiramente, voltando a negociar abaixo dos $1,15, mas conseguiu posteriormente recuperar. Chegou mesmo a transacionar, por breves momentos, acima dos $1,16, antes de corrigir novamente para níveis em torno de $1,1550. O indicador MACD está perto de fechar o sinal de venda para o par.
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O Banco de Inglaterra (BoE) manteve a sua taxa de juro diretora em 3,75%, com uma decisão unânime (9-0), em comparação com as expectativas de 2 votos a favor de um corte. O Banco Central admite que a inflação possa atingir 3,5% nos próximos dois trimestres, podendo mesmo aproximar-se de 4% a 5% segundo estimativas de mercado, pressionada pela subida dos preços da energia. O governador Andrew Bailey destacou que os combustíveis já estão mais caros e que as faturas energéticas deverão aumentar, embora tenha alertado que os mercados podem estar a antecipar demasiado rapidamente subidas de juros. Ainda assim, os investidores já incorporam duas subidas de 25 pontos base este ano. Apesar do crescimento económico fraco e de sinais de moderação salarial, o BoE considera que o principal risco continua a ser a inflação, mantendo todas as opções em aberto numa abordagem dependente dos dados.
O Eur/Gbp apresentou um sentimento misto na última semana. O par iniciou com ganhos marginais até quinta-feira, momento em que, após uma correção, renovou mínimos de agosto de 2025 nos £0,8610. Ainda assim, na sexta-feira registou uma sessão de ganhos, recuperando para os £0,8665, máximo de quase duas semanas. O Eur/Gbp permanece abaixo da sua média móvel de 200 dias, atualmente nos £0,8690.
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| Crude tenta ultrapassar os $100/barril
A semana arrancou sob a forte tensão do bloqueio em Ormuz e ataques a terminais nos Emirados e Irão. Contudo, o preço do petróleo (Texas crude oil) recuou na segunda-feira, após notícias de que alguns navios conseguiram atravessar o Estreito. Posteriormente, os preços da matéria-prima reagiram em alta à intensificação dos ataques do Irão aos Emirados Árabes Unidos. Além disso, com as exportações do Golfo a diminuírem 60% face a fevereiro, a Agência Internacional de Energia admitiu libertar ainda mais reservas após o recorde de 400 milhões de barris. Na sexta-feira, perante os estragos nas instalações energéticas do Qatar, Arábia Saudita, Kuwait e Israel, os EUA admitiram suspender as sanções ao petróleo do Irão e utilizar as suas reservas estratégicas para travar a escalada de preços. Ao mesmo tempo, alguns países europeus e o Japão mostraram disponibilidade para apoiar a segurança da rota marítima.
O preço do petróleo iniciou a semana em queda, com a matéria-prima a atingir os $92,90 por barril. Ao longo da semana, tentou aproximar-se do nível dos $100 por barril e, apesar de o ter tocado, não conseguiu fixar-se nesse patamar, encerrando em torno dos $98 por barril.
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A semana foi negativa para o ouro, que desvalorizou à medida que o mercado estimava que as taxas de juro da FED permaneçam elevadas durante mais tempo. Além disso, o metal precioso reagiu negativamente à notícia do envio de mais milhares de tropas dos EUA para o Médio Oriente.
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A última semana foi de correção para o ouro, que viu o seu preço descer consecutivamente ao longo da mesma. O preço do metal preciso quebrou, nas primeiras sessões, o suporte dos $5000/onça. Após essa quebra, o ritmo de desvalorização acelerou, com o preço do ouro a aproximar-se rapidamente do suporte nos $4500/onça, onde renovou mínimos de fevereiro de 2026.
As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.
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