IMF – Inflação dos EUA com o maior aumento mensal desde 2022

Inflação dos EUA com o maior aumento mensal desde 2022; Mercado de trabalho do Canadá mostra sinais de fraqueza; Crude abaixo dos $100/barril; Ouro renova máximos de mais de 3 semanas
IMF - Informação de Mercados Financeiros 13:00

Nos EUA, o índice de preços ao consumidor subiu 0,9% no mês passado, o maior aumento desde junho de 2022, diminuindo ainda mais as hipóteses de uma descida das taxas de juro este ano. Em fevereiro, os preços ao consumidor tinham registado um aumento de 0,3%. Em termos homólogos, o a inflação acelerou de 2,4% em fevereiro para 3,3% em março, indo de encontro ao esperado pelo mercado. Este desempenho foi condicionado pela subida dos preços do petróleo, superior a 30%, que levou o preço médio da gasolina acima dos 4 dólares por galão, agravando o impacto no consumo. Excluindo os componentes voláteis dos alimentos e da energia, a inflação subiu 0,2% no último mês, após um aumento igual em fevereiro, o que se traduziu num aumento anual de 2,6%.

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O Eur/Usd teve um desempenho positivo ao longo da semana, tendo encerrado a mesma com uma das maiores valorizações no ano. Após várias sessões consecutivas de valorização o par conseguiu voltar a negociar acima da sua média móvel de 200 dias, que ronda os $1,1672, e a sua resistência no nível dos $1,1700. Este desempenho, impulsionado pelo acordo de cessar-fogo no Médio Oriente, fez com que o Eur/Usd renovasse novos máximos desde o início de março. O indicador MACD permanece com o seu sinal de compra aberto para o par.

Taxa de câmbio euro/dólar americano, com aumento mensal desde 2022
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O mercado de trabalho canadiano mostrou sinais de fraqueza em março, com a taxa de desemprego a manter-se nos 6,7% e a criação de emprego a revelar-se modesta. Segundo a Statistics Canada, foram criados apenas 14 100 postos de trabalho, insuficientes para compensar as perdas registadas no início do ano. A desaceleração reflete o impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos, que têm afetado setores-chave da economia. A maioria dos novos empregos foi gerada em regime parcial, enquanto o emprego a tempo inteiro recuou, sinalizando fragilidade no mercado laboral. Os salários registaram uma subida de 5,1%, o ritmo mais elevado em quase dois anos, aumentando a atenção do Banco do Canadá.

Em dezembro de 2025, o Eur/Cad quebrou em baixa a linha de tendência ascendente que acompanhava desde março. Desde então, o par lateralizou entre o suporte dos C$1,60 e os C$1,64. No início de março, com o agravamento dos conflitos no Médio Oriente, o par teve uma forte correção, quebrando o suporte mencionado anteriormente. Esta correção, fez o Eur/Cad renovar mínimos de junho de 2025 pelos C$1,56. Desde então, o par tem vindo a recuperar terreno, tendo conseguido voltar a ultrapassar o nível dos $1,60. O par ronda agora os C$1,62, em máximos desde janeiro.

Taxa de câmbio euro/dólar canadiano regista valor de 1.6223
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A semana arrancou com os mercados sob forte tensão, marcados pelo encerramento do Estreito de Ormuz e pelas repetidas ameaças de Donald Trump em intensificar os ataques caso a rota não fosse reaberta. No entanto, a meio da semana e poucas horas antes do fim do prazo de 10 dias para que o Irão reabrisse o Estreito de Ormuz, Donald Trump anunciou que os dois países chegaram a um acordo de cessar-fogo de duas semanas, o que trouxe um alívio temporário aos mercados. Contudo, a trégua revelou-se frágil, assombrada por relatos de novas violações e ataques na região, pelo que o petróleo recuperou parte das perdas após o anúncio. Washington e Teerão irão reunir durante o fim de semana no Paquistão.

O preço do petróleo iniciou a semana com ganhos, com o crude a atingir os $117/barril, máximos de 1 mês. Contudo, após o anúncio do cessar-fogo, o preço da matéria-prima teve uma forte correção, tendo atingindo os $91/barril. Desde então, o preço do barril de crude tem permanecido abaixo do nível dos $100.

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Preço do petróleo Brent sobe, superando 98,57 dólares por barril
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O preço do ouro teve um desempenho positivo na última semana, beneficiando do enfraquecimento do dólar e da trégua diplomática entre os EUA e o Irão. A queda da moeda norte-americana tornou o metal precioso mais atrativo para investidores internacionais, enquanto o alívio das tensões no Médio Oriente reacendeu a expectativa de futuras descidas nas taxas de juro.

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O ouro voltou a valorizar na última semana, com o preço do metal precioso a subir de forma consecutiva ao longo das sessões e a renovar máximos de mais de 3 semanas, pelos $4853/onça, à medida que se aproxima novamente da sua resistência dos $5000/onça.

Ouro renova máximos de mais de 3 semanas
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As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.

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