Análise Técnica IMF – Dólar canadiano em máximos de um mês face ao euro

IMF – Dólar canadiano em máximos de um mês face ao euro

Progressos nas negociações da NAFTA pressionam CAD em alta; Eur/Usd teste em baixa canal ascendente de longo-prazo; Crude testa linha de viés ascendente; Ouro em mínimos de duas semanas.
IMF – Dólar canadiano em máximos de um mês face ao euro
Progressos nas negociações da NAFTA pressionam CAD em alta

O dólar canadiano atingiu na semana passada máximos nos C$1.5584 face ao euro. No Canadá, o défice da sua balança comercial aumentou para os C$-2.68 mil milhões em fevereiro face aos C$1.94 mil milhões registados em março. O CAD também beneficiou do facto de ter sido alvo de uma isenção temporária por parte dos EUA, relativamente às tarifas sobre as importações de que alguns países foram alvo. Para além disso, relativamente à questão das negociações na NAFTA, Justin Trudeau, primeiro-ministro do Canadá, veio recentemente afirmar a público que estas deverão estar concluídas em breve, sendo altamente provável que os três membros (Canadá, EUA e México) cheguem a um acordo que agrade a todas as partes.

Tecnicamente, o câmbio quebrou em baixa a linha de tendência ascendente de curto prazo, encontrando-se, contudo, acima da linha ascendente iniciada no primeiro trimestre de 2017. Entretanto, o câmbio prosseguiu dentro dos limites do canal descendente de curtíssimo prazo, após ter falhado o teste à resistência dos C$1.6150. O Eur/Cad quebrou em baixa o suporte dos C$1.57, sendo possível que venha a testar a barreira dos C$1.54, caso se confirme a tendência descendente, comprovada pelo MACD e pelo Estocástico, no gráfico diário.

Eur/Usd testa em baixa canal ascendente de longo-prazo

A inflação homóloga na zona euro subiu para 1.4% em março, saindo em linha com o esperado e subindo face aos 1.1% registados em fevereiro, de acordo com a estimativa preliminar divulgada pelo Eurostat. A China anunciou, na última semana, a introdução de tarifas sobre importações de 106 produtos oriundos dos EUA. A lista inclui uma tarifa de 25% que poderá atingir os $50 mil milhões. Contudo, Donald Trump já afirmou a possibilidade de novas tarifas adicionais em torno de $100 mil milhões, indicando como injusta retaliação da China.

Numa perspetiva técnica, o Eur/Usd acabou por demonstrar a vulnerabilidade, indicada na última edição, e testa agora a linha inferior do canal ascendente de longo-prazo. O par tem vindo a consolidar entre as linhas de retração de fibonacci 0% e 38.2% ($1.2200), estando a última a ser testada. Esta zona de suporte em torno de $1.2200 representa um nível relevante, pois caso este seja quebrado o Eur/Usd deverá confirmar a toada de baixa, no curto-prazo. Contudo é necessário ter em conta a linha inferior do canal ascendente, a qual reforça a robustez da zona de suporte.

Crude testa linha de tendência ascendente

Na última semana, o número de plataformas ativas nos EUA atingiu diminui para 797, registando um corte de pela primeira vez, um máximo de três anos e que aponta para um maior crescimento da produção. O ministro da Energia da Rússia afirmou que via com bons olhos um acordo mais prolongado entre a Rússia e a OPEP, com o aproximar do fim do acordo para os cortes de produção. Adicionalmente, os inventários em vez de subirem 200 mil como previsto, tiveram uma queda de cerca 4.6 milhões de barris.

O petróleo apesar de ter ressaltado na linha de tendência ascendente verificada desde o inicio do último trimestre de 2017, começa a dar sinais de alguma vulnerabilidade. O par já testou duas vezes os $66.50 e não conseguir romper em alta a resistência. A média móvel exponencial de curtos períodos convergiu com médio prazo, dando assim um sinal de venda no MACD. A linha de tendência ascendente poderá fornecer algum suporte ao Crude.

Ouro em mínimos de duas semanas

O ouro atingiu mínimos de mais de duas semanas, em valores próximos dos $1321. Depois de divulgados os dados do emprego nos EUA, a cotação da commodity manteve-se praticamente inalterada. O ouro que inicialmente havia valorizado com as tensões entre a China e os EUA face a uma possível "guerra comercial", acabou por recuar ligeiramente aquando do anúncio por parte de ambas as partes de estariam disponíveis para encetar negociações.

A nível técnico, o ouro voltou a testar a zona de resistência dos $1344-$1355, tendo uma vez mais sido incapaz de derrubar a referida barreira. O "metal precioso" seguiu em baixa pelo canal de tendência descendente iniciado em janeiro, depois do referido teste, sendo possível que venha a testar o suporte dos $1307, sendo que poderá encontrar também alguma dificuldade em recuar para valores inferiores aos $1316, na zona de retração de fibonacci dos 38.2%. O cruzamento das médias móveis exponenciais do MACD, no gráfico diário, juntamente com o Estocástico, parecem apontar para um descida efetiva da cotação desta commodity.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.