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IMF – Eur/Usd ressalta com discurso de Powell

Economia brasileira deverá ter praticamente estagnado no segundo trimestre; Jackson Hole: Powell (Fed) apresenta postura cautelosa; Petróleo com ganhos semanais de 10%; Variante “Delta” da Covid-19 e dólar mais fraco suportaram preços do ouro

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| Economia brasileira deverá ter praticamente estagnado no segundo trimestre
De acordo com a mais recente sondagem a economistas conduzida pela Reuters, a economia do Brasil provavelmente estagnou no segundo trimestre de 2021, uma vez que as medidas de quarentena implementadas a nível local para controlar a pandemia condicionaram a recuperação, que já vinha a ser pressionada por uma elevada inflação e tensões políticas. O consenso dos economistas aponta para um aumento marginal do PIB de 0,2% em cadeia no último trimestre, um forte abrandamento dos 1,2% nos primeiros três meses do ano. É de notar que esta pausa na recuperação da maior economia da América Latina ocorre ao mesmo tempo que o Banco Central vai tornando a política monetária mais restritiva ao ritmo mais agressivo do mundo, tendo subido a sua taxa de juros de referência Selic em 325 pontos base este ano e "prometendo" ainda mais. 
O Eur/Brl tem vindo a lateralizar entre os R$6,00 e R$ 6,20 nos últimos meses. Recentemente, o par ainda testou níveis acima deste limite superior. Contudo, não se conseguiu afastar de forma significativa, regressando para o intervalo mencionado. Os indicadores técnicos não apresentam sinais claros, sugerindo uma continuação da laterização no curto prazo.
 
| Eur/Usd ressalta com discurso de Powell 
A tão aguardada participação de Jerome Powell no simpósio de Jackson Hole, ficou marcada por uma postura mais cautelosa por parte do Presidente da Fed. Enquanto vários membros da Fed defendem um anúncio do "tapering" em setembro e consequente início deste em outubro, Powell sugere apenas que o Banco Central poderá iniciar o processo de remoção de ativos ainda este ano, mas não indicou se poderá ser já no próximo mês, como os mencionados membros e analistas acreditavam. Para Powell, os riscos em torno da variante "Delta" da Covid-19 permanecem presentes e é necessário avaliar o seu impacto nos dados macroeconómicos. A postura cautelosa de Powell foi enfatizada pela afirmação que "um movimento político inoportuno atrasa desnecessariamente as contratações e outras atividades económicas e empurraram a inflação para um nível inferior ao desejado", acrescentando que num ambiente de forte falta de mão-de-obra, isto poderia ser particularmente prejudicial. O Eur/Usd reagiu em alta a estes comentários, subindo para próximo dos $1,18.
A nível técnico, o Eur/Usd ressaltou no suporte dos $1,17, ascendendo até à resistência dos $1,18. Não existem sinais claros, sugerindo que o par poderá continuar a cotar em torno destes níveis no curtíssimo-prazo.
 
| Petróleo com ganhos semanais de 10%
Após as fortes quedas registadas na última semana, os preços do petróleo ressaltaram, registando uma variação semanal positiva de mais de 10%, sendo o melhor desempenho semanal desde setembro de 2020. Apesar dos receios com a procura de petróleo, motivadas pelo aumento do número de casos da variante "Delta" da Covid-19, os preços da matéria-prima beneficiaram de um dólar mais fraco e da tempestade Ida, que já levou a um encerramento por precaução de alguns pontos de produção de petróleo e gás no Golfo do México. Destaque para a UBS, que prevê que os preços do petróleo voltem a atingir os 75 dólares por barril, à medida que o mercado na China vai recuperando o consumo. Ênfase também nos inventários de petróleo dos Estados Unidos, que caíram em 3,0 milhões de barris, na semana encerrada a 20 de agosto, para 432,6 milhões de barris. Os analistas previam uma queda de 2,4 milhões de barris.
Tecnicamente, com os ganhos das últimas sessões, o crude volta a apresentar uma perspetiva mais bullish para o curto-prazo, tendo quebrado em alta a linha de tendência descendente (vermelho tracejado). Os indicadores técnicos, nomeadamente o MACD, apoiam esta perspetiva, sendo esperado um teste à resistência dos $70/barril no curto/médio-prazo.
 
| Variante "Delta" da Covid-19 e dólar mais fraco suportaram preços do ouro
Os preços do ouro voltaram a registar uma variação semanal positiva, de cerca de 1%. A depreciação do dólar e os riscos de que a variante "Delta" da Covid-19 possa desacelerar o ritmo da recuperação económica global foram os principais fatores a contribuir para a subida do preço do ouro, que beneficiou do seu estatuto de ativo de refúgio. 
Tecnicamente, com a consolidação desta semana, o ouro apresenta uma perspetiva mais neutra para o curto-prazo, seguindo em torno do suporte dos $1800/onça. Os indicadores técnicos, nomeadamente o MACD, apoiam esta perspetiva, o que poderá sinalizar que o metal precioso poderá continuar a consolidar em torno deste nível no curto-prazo. 
As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.
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