IMF – Minutas da FED revelam divisões
Minutas da FED revelam divisões sobre cortes de juros; Inflação do Reino Unido abrandou em abril; Crude WTI novamente abaixo dos $100/barril; Ouro em torno dos $4500/onça
| Minutas da FED revelam divisões
As minutas da última reunião da FED revelaram divisões entre os responsáveis do Banco Central quanto ao futuro das taxas de juro, numa altura em que a inflação continua acima do objetivo. Enquanto um dos governadores voltou a defender um corte dos juros, vários membros mostraram preocupação com o agravamento das pressões inflacionistas, impulsionadas pela subida dos preços da energia após a guerra entre EUA, Israel e Irão. Os responsáveis destacaram também a resiliência do mercado de trabalho norte-americano, com desemprego estável e criação de emprego acima do esperado, reduzindo a necessidade de estímulos monetários. Os mercados passaram igualmente a antecipar taxas de juro elevadas durante mais tempo, enquanto economistas reduziram significativamente as expectativas de cortes de juros ainda este ano.
Depois de ter quebrado o suporte dos $1,17 na semana anterior, o Eur/Usd manteve uma tendência globalmente negativa na última semana. O par iniciou com uma tentativa de recuperação, aproximando-se dos $1,1660, mas não conseguiu recuperar a zona da média móvel de 200 dias, situada em torno dos $1,1680. Após não ter conseguido regressar acima deste nível reforçou o Eur/Usd voltou a apresentar uma forte correção, que levou o par a renovar novos mínimos de início de abril pelos $1,1575. O indicador MACD tem o sinal de venda do par aberto.
| Inflação do Reino Unido abrandou em abril
A inflação no Reino Unido desacelerou mais do que o esperado em abril, com os preços no consumidor a subirem 2,8% em termos homólogos, abaixo dos 3,3% registados em março. A descida foi justificada por menores aumentos nas faturas de energia e por medidas do governo liderado por Rachel Reeves para aliviar os custos das famílias. Ainda assim, economistas alertam que a melhoria poderá ser temporária, devido ao impacto crescente da guerra no Médio Oriente nos preços da energia. Os combustíveis registaram uma subida homóloga de 23%, a maior desde 2022, aumentando receios de nova aceleração da inflação nos próximos meses. O Banco de Inglaterra já reviu em alta as previsões para a inflação, enquanto os mercados reduziram apostas em novas subidas das taxas de juro.
A última semana foi negativa para o Eur/Gbp. O par iniciou com perdas em torno dos £0,8675, passando a transacionar abaixo da linha da média móvel de 200 dias, que ronda os £0,87. Ao longo da semana, o par apresentou perdas, até à sessão de quinta-feira, onde verificou uma muito ligeira subida. Depois disto, o Eur/Gbp terminou a semana com perdas, chegando a atingir os £0,8628, mínimos de 11 de maio.
| Crude WTI novamente abaixo dos $100/barril
A semana começou com os preços do petróleo transacionado nos EUA (crude WTI) a prolongarem a trajetória ascendente, suportados pela perceção de que um acordo de paz entre os EUA e o Irão continuava distante. No entanto, o petróleo começou, posteriormente, a perder terreno, pressionada pelas declarações de Donald Trump, que afirmou ter suspendido um ataque ao Irão, e de JD Vance, que apontou para progressos nas negociações entre os dois países. O anúncio de Donald Trump de que as negociações se encontravam na “fase final” reforçou o sentimento negativo. Ainda assim, no final da semana, o petróleo recuperou ligeiramente, sustentado pelos sinais de endurecimento da posição iraniana e pela incerteza dos investidores quanto à possibilidade de um fim rápido do conflito.
O petróleo registou uma semana maioritariamente negativa, depois do desempenho positivo registado na semana passada. A matéria-prima iniciou com ganhos, chegando a transacionar em torno dos $109,47/barril, máximos de fins de abril. Contudo, depois disto, o petróleo apresentou perdas durante o resto da semana, onde chegou a alcançar os $95,46/barril, mínimos de duas semanas.
| Ouro em torno dos $4500/onça
A semana iniciou com os preços do ouro a recuperarem ligeiramente, apoiados por um dólar mais fraco e pela incerteza em torno do conflito no Irão, mas limitados pela subida dos preços do petróleo e pelos receios de inflação persistente nos EUA. Nas sessões seguintes, o metal precioso corrigiu, pressionado pelo aumento das expectativas de subida das taxas de juro. Com isto, o ouro encerrou sob pressão e acumulando uma segunda semana consecutiva de quedas
Após uma semana de perdas, o ouro teve uma semana volátil. O metal precioso abriu a semana com ganhos, quebrando a tendência negativa das últimas sessões. Contudo, posteriormente, o ouro apresentou um movimento de correção, quebrando, por alguns momentos, o suporte dos $4500/onça, onde renovou mínimos de fins de março. Ao longo das restantes sessões, o metal precioso negociou em torno do suporte mencionado.
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