Bolsa de Lisboa segue ganhos robustos europeus. Construtoras disparam
A bolsa de Lisboa fechou em alta na primeira sessão do mês, seguindo os ganhos robustos das principais praças europeias, animadas pela perspetiva de que a guerra no Médio Oriente esteja perto do fim.
O índice de referência nacional, o PSI, subiu 1,84% para 9.299,86 pontos, com 14 dos seus 16 títulos no verde, atingindo máximos do final de fevereiro.
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Os ganhos foram liderados pelas construtoras, bastante expostas à conjuntura económica internacional. A Teixeira Duarte disparou 9,25% para 0,499 euros, enquanto a Mota-Engil acelerou 6,64% para 4,722 euros.
A empresa liderada por Carlos Mota dos Santos foi também beneficiada pela redução da posição a descoberto pela Perbak para 0,86% do capital, embora mais de 3% continue nas mãos de “short sellers”.
O BCP também contribuiu para os ganhos do índice, ao valorizar 4,90% para 0,8728 euros, depois de a Kepler Cheuvreux ter começado a cobrir o único banco cotado no PSI e recomendado a "compra" das ações.
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Ainda nos pesos pesados, mas da energia, a EDP somou 2,76% para 4,65 euros, enquanto a subsidiária EDPR ganhou 1,90% para 13,95 euros.
Em sentido contrário, a Galp, que tem sido a cotada mais beneficiada pelo conflito devido à subida dos preços do petróleo, esta quarta-feira seguiu o movimento inverso, recuando 3,14% para 20,35.
Também a penalizar a cotada esteve um corte de recomendação da JB Capital, de "comprar" para "neutral", embora aumentando o preço-alvo para 20,47 euros.
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A única outra cotada a fechar no vermelho foi a Ibersol. A operadora de restaurantes de fast food recuou 0,46% para 10,75 euros.
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