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Ao minuto31.03.2026

Conflito no Médio Oriente vai terminar dentro de "duas a três semanas", diz Trump

Acompanhe os desenvolvimentos do dia no conflito no Médio Oriente.

31 de Março de 2026 às 23:32
31.03.2026

Guerra no Irão vai terminar dentro de "duas a três semanas", diz Trump

Donald Trump disse esta terça-feira na Casa Branca que o conflito no Médio Oriente irá terminar dentro de “duas a três semanas”, sendo que é possível que “haja um acordo antes disso”, embora considere que é indiferente que haja um entendimento com Teerão.

“Seria bom que o Irão se sentasse à mesa, mas não interessa”, referiu, dizendo que houve “uma mudança de regime”, porque Irão já “não tem líderes”. Agora o Irão tem “um grupo de pessoas diferentes” e “muito mais racionais”. O objetivo inicial, contudo, era que o Irão “não tivesse uma arma nuclear”.

De acordo com Trump, os EUA tiveram de fazer um “pequeno desvio” para "eliminar um louco que queria uma arma nuclear”, que já poderia ter sido utilizada. Trump disse ainda que o Irão vai demorar “15 a 20 anos a reconstruir-se”.

Sobre os preços dos combustíveis, Trump disse que assim que os EUA saírem do Irão, “o que vai acontecer muito em breve”, os "preços da gasolina vão tombar". Em relação ao estreito de Ormuz, “se outros países, como a França, quiserem petróleo, vão ter de ir até lá. Não temos nada a ver com isso.”

31.03.2026

Trump manifesta cada vez mais frustração com situação no Irão

Os comentários públicos de Presidente dos EUA, Donald Trump sobre a guerra no Irão refletem uma frustração crescente que tem comunicado ao seu círculo mais próximo, num momento em que o conflito entra no segundo mês sem uma estratégia clara de saída, avança a Bloomberg.

Trump disse aos seus associados que está zangado com a NATO e outros aliados. Com a guerra a arrastar-se, o Presidente norte-americano vê que alguns parceiros não estão a fazer o suficiente para ajudar a alcançar um desfecho para o conflito, refere a agência.

O Presidente dos EUA manifestou alguma dessa insatisfação em público, pedindo aos aliados para irem buscar o próprio petróleo, apesar das ameaças do Irão terem fechado efetivamente o estreito de Ormuz, fazendo disparar os preços do petróleo. Trump está ciente de que a situação atual é insustentável, de acordo com a Bloomberg.   

31.03.2026

Trump antecipa que guerra no Médio Oriente não durará "muito mais tempo"


O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou esta terça-feira que a guerra contra o Irão não durará "muito mais tempo" e que o Estreito de Ormuz se reabrirá "automaticamente" depois do conflito."Não vamos ficar lá (Irão) muito mais tempo. Neste momento, estamos a ganhar", declarou Trump em entrevista por telefone ao tabloide The New York Post.

Segundo Trump, os Estados Unidos não terão de permanecer no Irão "por muito mais tempo", embora haja "ainda trabalho a fazer para eliminar as suas capacidades ofensivas, sejam quais forem as que ainda subsistam".

O Presidente norte-americano insistiu que a ofensiva norte-americana e israelita, alegadamente para impedir a República Islâmica de representar uma ameaça militar e nuclear para a região, "devastou o país" e que Teerão "já não tem forças".

Relativamente ao Estreito de Ormuz, por onde antes da guerra passava um quinto do fornecimento mundial de petróleo e gás natural, opinou que "reabrirá automaticamente" depois do conflito.

O Irão "não terá armas nucleares" e "quando sairmos, o estreito reabrirá automaticamente", enfatizou, quando passa já mais de um mês desde o ataque de 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, que desencadeou o conflito.

A Casa Branca afirmou na segunda-feira que o Presidente mantém uma previsão de quatro a seis semanas para as operações militares, visando alcançar todos os seus objetivos na guerra contra o Irão.

31.03.2026

Presidente iraniano diz que país está pronto para acabar com a guerra mas exige garantias

O Presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, diz que o país está preparado para terminar com a guerra, mas exige garantias, reiterando as exigências feitas na semana passada aos EUA para terminar com o conflito, de acordo com a agência de notícias iraniana IRNA.

Numa chamada telefónica com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, Pezeshkian disse que o Irão tem "a vontade necessária para pôr fim a esta guerra", mas espera que sejam cumpridos determinados requisitos, "especialmente as garantias essenciais para impedir a repetição da agressão".

Em resposta ao plano de paz de 15 pontos apresentado pelos EUA, que rejeitou, o Irão apresentou uma contraproposta com cinco pontos: o fim das ofensivas militares, garantias de que a guerra não vai voltar a acontecer, compensações pelos danos causados pelos ataques norte-americanos, o reconhecimento da soberania do estreito de Ormuz e ainda o fim das hostilidades contra todos os grupos de resistência aliados ao Irão.

“A solução para normalizar a situação é o fim” da ofensiva, sublinhou também Pezeshkian.

Por seu lado, António Costa pediu ao Presidente iraniano um “espaço para a diplomacia”, que a União Europeia (UE) pode mediar, bem como o desbloqueio do Estreito de Ormuz.

Numa publicação na rede social X após a conversa, o presidente do Conselho Europeu disse ter apelado “ao alívio das tensões e à moderação, à proteção dos civis e das infraestruturas civis, bem como à necessidade de todas as partes respeitarem plenamente o direito internacional”.

Além disso, disse ter exortado o Irão a pôr termo aos ataques contra países da região e empenhar-se na via diplomática para "garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz".

“Tem de haver espaço para a diplomacia. A UE está pronta a contribuir para todos os esforços diplomáticos destinados a reduzir as tensões e a encontrar uma solução duradoura para pôr fim às hostilidades, abordando simultaneamente as preocupações de segurança mais amplas suscitadas pelo Irão”, defendeu ainda António Costa.

A conversa telefónica surge numa altura em que a guerra atinge a marca das cinco semanas e num momento em que o secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, disse que os próximos dias da guerra contra o Irão “serão decisivos”, recusando descartar o envio de tropas para território iraniano.

“Os próximos dias serão decisivos. O Irão sabe disso e praticamente não há nada que possa fazer militarmente a esse respeito”, declarou Hegseth numa conferência de imprensa no Pentágono (Departamento de Defesa). 

De acordo com Pete Hegseth, as negociações com o Irão para pôr fim à guerra estão a intensificar-se.

“Não queremos ter de fazer militarmente mais que o necessário. Mas não o disse de ânimo leve quando afirmei que, entretanto, negociaremos com bombas”, sublinhou.

“Não vamos descartar nenhuma opção. Não se pode travar e ganhar uma guerra se se disser ao adversário o que se está preparado para fazer, ou não, incluindo tropas terrestres”, argumentou.

*Com Lusa

Texto atualizado às 20:00 com declarações de António Costa e Pete Hegseth

31.03.2026

Irão ameaça atacar grandes empresas dos EUA

A Guarda Revolucionária iraniana, o Exército ideológico da República Islâmica, ameaçou esta terça-feira atacar empresas norte-americanas no Médio Oriente em caso de "assassínio" de mais responsáveis iranianos.

Publicou no seu 'site', Sepah News, uma lista de 18 empresas norte-americanas, entre as quais a Google, a Apple, a Meta e a Tesla, afirmando que estas devem "esperar a destruição" das suas instalações "em todos os países da região" do Médio Oriente, em retaliação por quaisquer outros "assassínios no Irão", a partir das 20:00 de Teerão (17:30 de Lisboa), de quarta-feira.

Em pouco mais de um mês de bombardeamentos ao Irão, os Estados Unidos (EUA) e Israel eliminaram mais de uma dúzia de altos responsáveis religiosos, políticos e militares da República Islâmica, entre os quais o líder supremo, Ali Khamenei (entretanto substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei), e o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Ali Larijani.

"Aconselhamos os trabalhadores destas instituições a abandonarem imediatamente os seus locais de trabalho para salvar as suas vidas", escreveu a Guarda Revolucionária, no 32.º dia da guerra israelo-norte-americana contra o Irão, iniciada a 28 de fevereiro.

"É igualmente aconselhado aos habitantes das zonas próximas destas empresas terroristas em todos os países da região que abandonem as suas casas no raio de um quilómetro", acrescentou o Exército ideológico do regime teocrático iraniano.

As empresas Cisco Systems, HP, Intel, Microsoft, IBM, Nvidia e Boeing são também referidas no comunicado como potenciais alvos.

31.03.2026

Lagarde contraria Bessent e alerta para efeitos de longo prazo da guerra

A presidente do Banco Central Europeu contrariou esta terça-feira o otimismo do secretário do Tesouro norte-americano, durante uma vídeo-conferência do G-7, dizendo que os efeitos da guerra do Irão vão ser sentidos durante muito tempo, tendo em conta o grau de destruição que já se verifica.

Os comentários foram avançados por fontes próximas das conversações, não identificadas, citadas pela agência Bloomberg. Scott Bessent tem defendido que a crise energética causada pelo confito será de curta duração.

Nem o departamento do Tesouro dos EUA como o BCE quiseram comentar a notícia.

Lagarde tem vindo a soar os alarmes sobre o tema, e falado num "verdadeiro choque" em matéria de energia.

31.03.2026

Trump diz aos aliados: "Vão buscar o vosso próprio petróleo!"

O Presidente norte-americano voltou esta terça-feira a criticar os aliados por recusarem participar nas operações militares no Irão, sugerindo que sejam os próprios a ir buscar o petróleo de que necessitam ao estreito de Ormuz.

Na rede Truth Social, de que é proprietário, Donald Trump apontou ao Reino Unido, em concreto, por se ter recusado a participar na "decapitação" do regime iraniano. "A todos os países que não conseguem obter combustível para os aviões devido ao estreito de Ormuz, como o Reino Unido, que se recusou a participar na decapitação do regime iraniano, tenho uma sugestão: primeiro, comprem aos EUA, nós temos em abundância; e segundo, ganhem coragem, dirijam-se ao estreito e simplesmente TOMEM-NO!"

Num outro "post" logo de seguida, Trump criticou a França, país que no entender do Presidente dos EUA, tem sido "muito pouco cooperante", e que os Estados Unidos não vão esquecer.

31.03.2026

Bruxelas alerta para "potencial perturbação prolongada" na energia e quer menos procura

A Comissão Europeia alertou hoje para uma "potencial perturbação prolongada" no setor energético da União Europeia (UE) devido ao conflito no Médio Oriente, propondo medidas para redução da procura de petróleo e para consumo mais moderado de combustíveis.

No dia em que os ministros da Energia da UE se reúnem por videoconferência para discutir a segurança do aprovisionamento energético, o comissário europeu da Energia, Dan Jørgensen, instou numa carta enviada aos países que se assegure "uma boa coordenação", bem como se equacione "a promoção de medidas de redução da procura, com especial atenção ao setor dos transportes", disse a instituição em comunicado.

"A segurança do abastecimento da União Europeia continua garantida, mas temos de estar preparados para uma potencial perturbação prolongada do comércio internacional de energia. É por isso que precisamos de agir já e precisamos de agir em conjunto, como uma verdadeira União", disse Dan Jørgensen, citado pela nota de imprensa.

No comunicado, Bruxelas defendeu que, "no mesmo espírito, os Estados-membros devem abster-se de adotar medidas que possam aumentar o consumo de combustíveis, limitar a livre circulação de produtos petrolíferos ou desincentivar a produção das refinarias da UE".

"Devem também consultar os Estados-membros vizinhos e a Comissão a fim de preservar a coerência à escala da UE e o funcionamento do mercado interno", acrescentou.

O executivo comunitário adiantou que, "para salvaguardar a disponibilidade de produtos petrolíferos no mercado da UE, qualquer manutenção não urgente das refinarias deverá ser adiada".

"Ao mesmo tempo, o aumento da utilização de biocombustíveis poderá ajudar a substituir os produtos petrolíferos fósseis e aliviar a pressão sobre o mercado", sugeriu.

Em causa estão preparativos "atempados e coordenados" pedidos por Bruxelas para garantir o abastecimento de petróleo e de produtos petrolíferos refinados na UE dada a volatilidade do mercado decorrente do conflito no Médio Oriente e o encerramento do Estreito de Ormuz.

"A monitorização robusta, os mecanismos rápidos de partilha de informação e a coordenação continuam a ser essenciais. Quaisquer riscos de emergência ou alterações materiais no abastecimento de petróleo e nas condições do setor, incluindo as reservas comerciais, devem ser acompanhados e comunicados à Comissão para garantir uma avaliação contínua e uma ação coordenada", pediu ainda a instituição.

Os ministros da Energia da UE vão reunir-se esta tarde num encontro extraordinário por videoconferência para discutir a segurança do aprovisionamento energético devido à crise provocada pelo conflito no Médio Oriente.

O encontro surge quando se assinala um mês desde que os Estados Unidos e Israel lançaram, em 28 de fevereiro, um ataque militar contra o Irão e, em resposta, Teerão encerrou o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Como consequência, o tráfego de petroleiros no estreito caiu drasticamente e aumentou a instabilidade relacionada com a oferta, pressionando os preços, com o petróleo a ultrapassar os 100 dólares por barril.

A UE enfrenta, assim, uma crise energética marcada não pela escassez imediata de fornecimento, mas pelo aumento acentuado dos preços de energia.

31.03.2026

Trump admite terminar guerra sem reabrir estreito de Ormuz

O Presidente dos EUA disse aos seus conselheiros que está disponível para terminar a operação militar contra o Irão mesmo que o estreito de Ormuz se mantenha, em grande parte, fechado, avança esta terça-feira o Wall Street Journal.

Dirigentes da administração disseram ao jornal que Donald Trump esta disposto a deixar a complexa operação de reabertura do estreito para mais tarde, já que esperar para o fazer iria prolongar o conflito quatro a seis semanas para lá do calendário desejado. 

De acordo com o jornal, o Presidente norte-americano quer, acima de tudo, enfraquecer a marinha iraniana e o seu arsenal de mísseis, estando disposto depois a tentar retomar o fluxo do comércio pela via diplomática. Se isso falhar, escreve o WSJ, Washington pressionará os aliados na Europa e no Golfo para que assumam a liderança na reabertura do estreito.

31.03.2026

Chinesa Cosco consegue que dois cargueiros atravessem Ormuz

Dois cargueiros da estatal chinesa Cosco Shipping e outro navio de propriedade e tripulação chinesa, mas com bandeira do Panamá, conseguiram atravessar o estreito de Ormuz na segunda-feira, segundo o portal de monitorização MarineTraffic.

Os mapas da plataforma mostram que tanto os navios da Cosco "Indian Ocean" e "Arctic Ocean" como o panamiano "Mac Hope" já se encontram em águas a leste de Ormuz, após atravessarem essa via marítima crucial, por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural consumidos a nível mundial, e que se encontra bloqueada de facto pelo Irão.

As embarcações da Cosco tinham previsto partir rumo à Malásia em meados de março, mas os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, bem como as represálias de Teerão -- também dirigidas contra outros países da região -- deixaram-nas retidas no Golfo Pérsico.

Na sexta-feira, o portal noticioso chinês Caixin informou que ambos os cargueiros tinham iniciado uma tentativa de atravessar Ormuz, mas, segundo a consultora especializada Lloyd's List Intelligence, tiveram de voltar atrás depois de a Guarda Revolucionária iraniana, que anunciou um sistema de portagens, ter-lhes negado a passagem.

O MarineTraffic informou finalmente, ao final da tarde de segunda-feira, sobre o trânsito bem-sucedido: "Após abortarem uma tentativa inicial de travessia na sexta-feira, os cargueiros da Cosco conseguiram atravessar com sucesso o Estreito de Ormuz, um possível sinal de mudança na situação das rotas marítimas comerciais. (...) Trata-se da primeira travessia bem-sucedida de um grande cargueiro desde o início do conflito".

Os dois navios da Cosco transportam contentores maioritariamente vazios e têm como destino declarado Port Klang (Malásia). Já o "Mac Hope" alterou a informação de destino para "China Owner & Crew" ("proprietário e tripulação chineses", em inglês) nos seus sistemas de transmissão.

Na semana passada, a Cosco anunciou que voltaria a aceitar novas reservas de contentores normais com destino a vários países do Médio Oriente, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Kuwait e Iraque, segundo um aviso aos clientes.

Um dia depois, o cargueiro "Aquarius" atracou no porto de Sohar (Omã), situado a cerca de 240 quilómetros a sul de Ormuz, com quase 200 mil toneladas de mercadorias destinadas aos países do Golfo.

A consultora Trivium China alertou hoje, porém, para "não tirar conclusões precipitadas": "Por um lado, o Irão insiste que o estreito está aberto à navegação de 'países amigos', incluindo a China (...). Por outro, os navios da Cosco estavam vazios e encontravam-se retidos no Golfo desde o final de fevereiro".

Fontes citadas na semana passada pelo portal Caixin asseguraram que a Cosco deu prioridade ao regresso de cargueiros vazios, uma vez que, caso fossem atacados ao atravessar Ormuz, sofreriam menos danos do que os navios petroleiros que a empresa chinesa tem no Golfo Pérsico, os quais se encontram totalmente carregados.

"Se a Cosco retomar o trânsito para o interior [do Estreito de Ormuz], então saberemos que os seus cálculos mudaram", acrescentou a Trivium.

Nas últimas semanas, os ataques e ameaças na região têm perturbado a navegação comercial e aumentado custos logísticos, o que provocou uma subida dos preços do petróleo nos mercados internacionais, afetando também a China, onde os combustíveis registaram uma das maiores subidas recentes.

31.03.2026

Ministros da Energia da UE hoje em reunião extraordinária para debater crise

Os ministros da Energia da União Europeia (UE) vão reunir-se hoje num encontro extraordinário por videoconferência para discutir a segurança do aprovisionamento energético devido à crise provocada pelo conflito no Médio Oriente.

O encontro -- que não constava da agenda da presidência cipriota do Conselho e foi anunciado na passada sexta-feira -- surge quando se assinala um mês desde que os Estados Unidos e Israel lançaram, em 28 de fevereiro, um ataque militar contra o Irão e, em resposta, Teerão encerrou o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Como consequência, o tráfego de petroleiros no estreito caiu drasticamente e aumentou a instabilidade relacionada com a oferta, pressionando os preços, com o petróleo a ultrapassar os 100 dólares por barril.

A UE enfrenta, assim, uma crise energética marcada não pela escassez imediata de fornecimento, mas pelo aumento acentuado dos preços de energia.

Embora a Comissão Europeia tenha afirmado que o abastecimento energético está de momento garantido, a volatilidade nos mercados globais de gás, petróleo e eletricidade continua a pressionar consumidores e indústrias.

Espera-se que, ainda esta semana, o executivo comunitário avance com medidas para baixar os preços da eletricidade e reforçar a segurança energética, incluindo flexibilizar os apoios estatais para ajudar rapidamente os setores mais afetados e trabalhar com os Estados-membros para reduzir o impacto dos custos dos combustíveis como através da redução de impostos, isto sem prejudicar o investimento em energias limpas.

Ao mesmo tempo, a instituição está a preparar legislação para melhorar as redes elétricas e pretende ainda reforçar e tornar mais flexível o sistema de comércio de emissões, aumentando o financiamento para tecnologias limpas e descarbonização.

A Comissão Europeia pediu na semana passada que os Estados-membros da UE apoiem os consumidores mais vulneráveis devido aos elevados preços energéticos, baixem os impostos sobre a luz e evitem cortes no fornecimento.

Uma vez que o conflito ainda está em curso no Médio Oriente, afeta produtores de petróleo e gás e provoca instabilidade nos mercados internacionais de energia.

Teme-se na Europa que se volte à situação de crise energética de 2022, após a invasão russa da Ucrânia, já que o espaço comunitário depende fortemente das importações (sobretudo de combustíveis fósseis) provenientes de mercados globais, muitos dos quais estão direta ou indiretamente ligados ao Médio Oriente.

O encontro por videoconferência decorre pelas 14:00 de Lisboa.

31.03.2026

Países asiáticos procuram crude russo com guerra a pressionar oferta

Os países asiáticos estão a competir cada vez mais pelo petróleo bruto russo, à medida que se agrava a crise energética provocada pela guerra dos Estados Unidos (EUA) e de Israel contra o Irão.

Grande parte do petróleo que passava pelo estreito de Ormuz, agora praticamente bloqueado, destinava-se à Ásia, a região mais atingida pelos choques energéticos. A entrada no conflito dos rebeldes Houthis do Iémen, apoiados pelo Irão, veio aumentar os riscos para o transporte marítimo.

Para aliviar a pressão sobre o abastecimento global, os EUA levantaram temporariamente as sanções sobre carregamentos de petróleo russo já em trânsito, primeiro para a Índia e depois para outros países.

A procura asiática está a subir e a Rússia continua a lucrar, mas há limites: Moscovo já exporta perto do seu máximo recente e enfrenta dificuldades devido à guerra na Ucrânia e aos ataques contra as suas infraestruturas energéticas.

Antes do conflito com o Irão, China, Índia e Turquia eram os principais compradores de petróleo russo, aproveitando descontos, apesar das sanções ocidentais.

Com o alívio das sanções, países do Sudeste Asiático, como Filipinas, Indonésia, Tailândia e Vietname, começaram a mostrar interesse. As Filipinas importaram petróleo russo pela primeira vez em cinco anos, pouco depois de declararem emergência energética.

No entanto, estes países terão de competir com China e Índia por volumes limitados ainda em trânsito.

As alternativas, como petróleo dos EUA, América do Sul ou África Ocidental, estão demasiado distantes, o que implica tempos de entrega de meses. Isso deixa os países mais pobres em situação difícil.

Nas Filipinas, já se pondera o racionamento de combustível. Há filas longas nos postos de abastecimento e apoios financeiros de emergência para trabalhadores afetados. O país, com 117 milhões de habitantes, dependia quase totalmente do Médio Oriente para as importações de petróleo.

A crise pode agravar a pobreza e serve de alerta para outros países da região.

A declaração de emergência energética é "uma nova fronteira" pela sua escala e dimensão, afirmou Kairos Dela Cruz, do Institute for Climate and Sustainable Cities, citado pela agência Associated Press.

"Isto vai certamente empurrar ainda mais pessoas para abaixo da linha da pobreza", disse.

Vietname e Indonésia também procuram diversificar fornecedores.

A visita do primeiro-ministro vietnamita, Pham Minh Chinh, à Rússia, a 23 de março, incluiu a assinatura de acordos de cooperação em petróleo e gás, bem como em energia nuclear, numa altura em que a subida dos preços do gasóleo começa a pressionar o setor industrial do Vietname.

Na Indonésia, responsáveis afirmaram que "todos os países são possíveis" parceiros no reforço das reservas. Isso inclui a Rússia e o pequeno sultanato petrolífero de Brunei, disse o ministro da Energia indonésio, Bahlil Lahadalia.

A Tailândia, embora menos pressionada, enfrenta subida de preços dos combustíveis, com impactos na indústria, transportes e no custo de vida.

China e Índia já eram grandes compradores de petróleo russo e beneficiaram de uma vantagem inicial no acesso a novos carregamentos. Quando outros países tiveram luz verde, grande parte do petróleo disponível já estava destinado.

Mesmo assim, a Índia pode não conseguir compensar totalmente a quebra de fornecimentos do Médio Oriente, sobretudo com o aumento da procura no verão.

A China, porém, tem grandes reservas estratégicas, o que permite amortecer impactos a curto prazo.

"A Rússia surge como grande vencedora de todo o conflito", afirmou Sam Reynolds, do Institute for Energy Economics and Financial Analysis, com sede nos EUA. Tendo em conta a crise energética, a rapidez de entrega e os preços temporariamente mais baixos, a Ásia tem "um incentivo muito maior para importar petróleo russo", acrescentou.

"Podemos discutir se há aqui um dilema moral, mas penso que isto reflete o facto de os países fazerem o que for necessário para proteger a sua segurança energética", sublinhou.

31.03.2026

Líder do parlamento em Teerão nega estar em conversações com Estados Unidos

O presidente do parlamento do Irão, Mohammad Bagher Ghalibaf, garantiu que não está a negociar com os Estados Unidos (EUA), rejeitando uma alegação feita pelo chefe de Estado norte-americano, Donald Trump.

Numa entrevista ao jornal New York Post, publicada na segunda-feira, Trump afirmou que os EUA estão em conversações com Ghalibaf, antigo comandante da Guarda Revolucionária iraniana.

Mas o líder do parlamento do Irão negou numa mensagem publicada na rede social X quaisquer contactos diretos, o que também foi reiterado por um porta-voz do ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros, Esmaeil Baqaei.

Baqaei disse que não tinha ocorrido qualquer negociação, embora tenha confirmado que intermediários entregaram um conjunto de propostas ao Irão.

O porta-voz disse que Teerão "não esquecerá a traição infligida à diplomacia em duas ocasiões em menos de um ano", referindo-se às conversações indiretas de junho de 2025 e fevereiro de 2026, que antecederam os ataques de Israel e dos EUA.

Mohammad Bagher Ghalibaf, por outro lado, afirmou que as conversações indiretas, iniciadas por Washington com mediação do Paquistão, eram apenas uma fachada para o envio de tropas norte-americanas.

Os Estados Unidos estão a promover "desejos como notícias enquanto ao mesmo tempo ameaçam a nossa nação", acrescentou o dirigente.

Um navio de assalto anfíbio norte-americano, liderando um grupo naval composto por "cerca de 3.500" marinheiros e fuzileiros, chegou à região na sexta-feira.

"O inimigo está a enviar mensagens públicas de negociação e diálogo, enquanto planeia secretamente uma ofensiva terrestre", denunciou Ghalibaf no domingo.

"Os nossos homens aguardam a chegada dos soldados norte-americanos a terra para os atacar, e castigar os seus aliados regionais de uma vez por todas", acrescentou.

Donald Trump, insistiu na rede social que detém, a Truth Social, na segunda-feira, que o país "está em conversações sérias com um novo e mais razoável regime" no Irão.

Ao mesmo tempo, o republicano reiterou as ameaças às instalações elétricas e petrolíferas da República Islâmica, "se não se chegar em breve a um acordo".

Também na segunda-feira, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que existem fissuras na liderança do Irão, apontando a diferença entre discurso público e privado dos seus interlocutores iranianos, sobre quem se escusou a fornecer pormenores, alegando razões de segurança.

Em declarações ao canal televisivo ABC News, o chefe da diplomacia norte-americana afirmou que não revelaria a identidade das pessoas com as quais mantém diálogo em Teerão para acordar o fim da guerra lançada pelos Estados Unidos e por Israel, porque "provavelmente isso lhes causaria problemas com outros grupos dentro do Irão".

"Há lá algumas fraturas internas (na liderança iraniana). E creio que, se há pessoas no Irão que agora, dadas todas as circunstâncias, estão dispostas a encaminhar o seu país numa direção diferente, isso será algo positivo", acrescentou.

31.03.2026

Dubai anuncia 237,6 milhões de ajuda às empresas e famílias

As autoridades do Dubai anunciaram segunda-feira a libertação de 237,6 milhões de euros em ajuda financeira para apoiar empresas e famílias no contexto da guerra no Médio Oriente, que afeta as economias do Golfo.

"Aprovámos hoje medidas de apoio no valor de mil milhões de dirhams (237,6 milhões de euros) a favor do setor económico, destinadas a ajudar indivíduos, famílias e empresas a enfrentar estas circunstâncias excecionais", afirmou o gabinete de comunicação do Dubai em comunicado.

As autoridades consideram que "o planeamento governamental a longo prazo reflete o compromisso inabalável de Dubai com os seus cidadãos e residentes".

Desde que os Estados Unidos e Israel iniciaram os ataques contra o Irão, a 28 de fevereiro, a guerra alastrou a toda a região e, nomeadamente, aos países do Golfo.

O conflito conduziu, em particular, à quase paralisação do estreito de Ormuz, via marítima chave por onde normalmente transita um quinto da produção mundial de petróleo, fazendo disparar os preços dos hidrocarbonetos e perturbando as cadeias de abastecimento.

31.03.2026

Pequim confirma que três navios chineses atravessaram Estreito de Ormuz

O Governo chinês confirmou hoje que três navios do país asiático conseguiram atravessar recentemente o Estreito de Ormuz, num sinal de alívio parcial para o tráfego nesta via estratégica, que se encontra bloqueada pelo Irão.

A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da China Mao Ning afirmou, em conferência de imprensa, que, "após coordenação com as partes relevantes, três navios chineses transitaram recentemente pelo Estreito de Ormuz".

Mao sublinhou que a China "agradece a assistência prestada pelas partes envolvidas" e destacou a importância estratégica desta rota marítima para o comércio internacional.

"O Estreito de Ormuz e as suas águas adjacentes são uma importante via internacional para o comércio de mercadorias e de energia", acrescentou a porta-voz, apelando a "um cessar-fogo o mais rapidamente possível" e ao restabelecimento "da paz e da estabilidade no Golfo Pérsico".

As declarações de Mao surgem depois de dados do portal de monitorização marítima MarineTraffic indicarem que os cargueiros da Cosco "Indian Ocean" e "Arctic Ocean", bem como o "Mac Hope", um navio com bandeira do Panamá que se declarou de propriedade e tripulação chinesas, atravessaram na segunda-feira esta via e se encontram já a leste de Ormuz.

Segundo órgãos de comunicação chineses, os dois cargueiros da Cosco transportavam contentores maioritariamente vazios e tinham ficado retidos no Golfo Pérsico desde o final de fevereiro, quando começaram os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, seguidos da retaliação de Teerão.

Os navios já tinham tentado anteriormente atravessar o estreito na passada sexta-feira, mas tiveram de voltar atrás depois de a Guarda Revolucionária iraniana ter-lhes negado a passagem, de acordo com informações da consultora Lloyd's List Intelligence.

A confirmação oficial chinesa surge dias depois de a Cosco ter anunciado a retoma da aceitação de novas reservas de contentores convencionais com destino a vários países do Médio Oriente, embora tenha então alertado para a "volatilidade" regional e para o facto de os custos, a programação e as condições do transporte continuarem "sujeitos a alterações".

A passagem por Ormuz é particularmente sensível para a China, dado que cerca de 45% das suas importações energéticas transitam por essa via.

A perturbação do tráfego marítimo e a subida dos preços do petróleo já tiveram impacto no mercado interno chinês, onde os combustíveis registaram recentemente uma das maiores subidas dos últimos anos, levando o regulador a intervir de forma excecional para limitar esse aumento.

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