Fortes ganhos da Galp Energia levam PSI-20 a subir mais de 2%

A bolsa nacional encerrou em alta pela primeira vez em cinco sessões, impulsionada, sobretudo, pela Galp Energia, que valorizou quase 5%. Na Europa, o optimismo marca a sessão, com os principais índices a registarem ganhos acentuados, interrompendo uma série de seis sessões consecutivas de perdas.
Euronext bolsa PSI
Miguel Baltazar/Negócios
Rita Faria 10 de Junho de 2015 às 16:45

A bolsa nacional encerrou em alta esta quarta-feira, 10 de Junho, pela primeira vez em cinco sessões, com o PSI-20 a avançar 2,35% para 5.781,65 pontos. Das 18 cotadas que compõem o principal índice nacional, 15 encerraram em alta, uma em queda e duas inalteradas.

Lisboa acompanhou o optimismo das principais praças europeias que puseram fim a uma série de seis sessões consecutivas de perdas, animadas pela possibilidade de um encontro entre Merkel, Hollande e Tsipras dar um novo fôlego às negociações.

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Depois de os porta-vozes dos governos alemão e francês terem afirmado que a reunião informal marcada para esta quarta-feira poderia não acontecer, a chanceler alemã e o presidente francês já garantiram que estão disponíveis para reunir, caso seja essa a vontade do primeiro-ministro grego.

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, sobe 1,78% para 390,70 pontos, depois de seis sessões consecutivas de descidas. No Velho Continente, só a bolsa de Atenas encerrou com sinal vermelho, com uma desvalorização de 1,28%.

Na bolsa nacional, a impulsionar os ganhos esteve sobretudo a Galp Energia. A petrolífera avançou 4,78% para 10,95 euros, acompanhando a subida do petróleo nos mercados internacionais. 

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A contribuir para os ganhos do PSI-20 estiveram também a Jerónimo Martins, com uma subida de 2,9% para 12,25 euros, os CTT, que avançaram 3,48% para 9,564 euros, e a Semapa, com uma valorização de 2,55% para 12,85 euros.

Além da Galp Energia, a sessão foi positiva para todas as cotadas do sector da energia, com a EDP a ganhar 1,04% para 3,389 euros e a EDP Renováveis a valorizar 1,83% para 6,552 euros.

Na banca, o sentimento foi igualmente positivo, com o BPI e o BCP a registarem ganhos superiores a 1%. O banco liderado por Nuno Amado concluiu esta terça-feira, 9 de Junho, a operação de troca de dívida por acções, lançado no âmbito de um processo de reforço de rácios, com resultados superiores às expectativas. O banco estimava conseguir aumentar o capital em 350 milhões de euros, mas a aceitação dos investidores vai levar, segundo apurou o Negócios, a uma emissão de títulos num valor superior a 400 milhões de euros. Os títulos do banco valorizaram 2,72% para 8,69 cêntimos.

Na banca, o sentimento foi igualmente positivo, com o BPI e o BCP a registarem ganhos superiores a 1%. O banco liderado por Nuno Amado concluiu esta terça-feira, 9 de Junho, a operação de troca de dívida por acções, lançado no âmbito de um processo de reforço de rácios, com resultados superiores às expectativas. O banco estimava conseguir aumentar o capital em 350 milhões de euros, mas a aceitação dos investidores vai levar, segundo apurou o Negócios, a uma emissão de títulos num valor superior a 400 milhões de euros. Os títulos do banco valorizaram 2,72% para 8,69 cêntimos.

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Já o BPI subiu 1,10% para 1,379 euros. O maior accionista português do banco liderado por Fernando Ulrich reforçou a sua posição no capital do banco, num investimento de 1,1 milhões de euros, tendo adquirido os títulos a um preço 4,5% superior ao oferecido pelo CaixaBank na OPA.

Destaque ainda para a Mota-Engil, que valorizou 0,87% para 2,32 euros, depois de ter chegado a negociar nos 2,265 euros durante a sessão, o valor mais baixo desde Julho de 2013.

A evitar maiores ganhos do PSI-20 esta quarta-feira esteve a Pharol, que perdeu 1,4% para 42,4 cêntimos.  

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(Notícia actualizada às 16h50 com mais cotações)

 

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